Café Incêndio apoia Bombeiros de São Martinho do Porto

Muitas das vezes a comida servida no Café Incêndio acaba por ficar nos pratos. É que uma grande parte da clientela do café Incêndio é composta por... bombeiros, que não raras vezes são obrigados a acorrer a uma qualquer ocorrência, interrompendo a refeição. 

O estabelecimento, contíguo ao quartel de bombeiros de São Martinho do Porto, serve de ponto de paragem e de encontro para muitos dos soldados da paz durante o piquete e nas horas vagas. Os bombeiros voluntários em piquete têm direito a uma refeição no café Incêndio, oferecida pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto, explica Hélder da Fonte, recentemente reeleito presidente da Direção da instituição.

O espaço da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto é explorado por um casal que faz questão de apoiar os soldados da paz. O Incêndio está aberto há vários anos mas ganhou novo fôlego quando, há cerca de seis meses, foi entregue a Vânia Silva, uma empresária da área do turismo que venceu o concurso para a exploração do café. Filha de uma bombeira, a jovem orgulha-se de apoiar a corporação. A empresária e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Martinho do Porto mantêm uma parceria para garantir preços mais baixos para os soldados da paz. Além disso, é frequente a jovem receber um telefonema da corporação a “encomendar comida”, conta Vânia Silva. Foi o caso dos últimos incêndios, em que dezenas de bifanas confecionadas no café Incêndio serviram para alimentar bombeiros que estavam, precisamente, a combater um incêndio florestal.

Filipa Rebelo e Bruno Fernandes atestam a ligação que os bombeiros mantêm com o estabelecimento comercial. “É um espaço agradável, onde por norma quase todos os bombeiros vão pelo menos uma vez por dia”, refere Filipa Rebelo, bombeira há sete anos. “Costumo ir ao Incêndio beber o café ou comprar cigarros”, conta Bruno Fernandes. O bombeiro de 1.ª categoria acrescenta, ainda, que o café também é “muito conhecido” pela comida, nomeadamente pelas “bifanas” e pelas “refeições completas a preços muito acessíveis”. “Come-se bem e é barato”, conclui o homem de 39 anos que é bombeiro há quase duas décadas.