Enfermeiro apresenta terapia inovadora

João Araújo podia ser apenas mais um enfermeiro que todos os dias, e de forma nobre, dedica os seus dias aos outros. Quis ir mais além e criou, em 2011 em conjunto com outros colegas de profissão - Rafael Alves e Nídia Salgueiro -, o IGM-Portugal (Instituto Gineste-Marescotti). Trocando por miúdos: a empresa tem uma terapia inovadora para doenças neurológicas, desenvolvendo uma metodologia mais económica e não-farmacológica.

O IGM-Portugal dá formação a profissionais de lares de idosos e unidades de cuidados para que estes possam desempenhas as suas funções seguindo o metódo Humanitude. Além disso, propõe uma abordagem diferente: “Olhemos para os sofrem destas doenças como pessoas”, tendo em conta que a luta contra o alzheimer e outras doenças neurológicas assenta em tratamentos dispendiosos cuja a eficácia é muito variável.

“Cuidar em Humanitude”, explica João Araújo, “é ir ao encontro de outro compreendendo os seus anseios, respeitando-o na sua integridade humana, motivando-o para a relação e potenciando as capacidades que tem. Cuidar em Humanitude é colocar mais profissionalismo no ato de cuidar”.
Neste momento, o IGM já está a trabalhar no CEERIA. O projeto já está também a criar raízes em Fátima, Lisboa, Alcácer do Sal. A prestação de cuidados mais afetivos permite uma economia na ordem dos 1500 euros em medicamentos e outros consumíveis. Em alguns casos, relata o enfermeiro, a poupança já atingiu os três mil euros.
Através desta metodologia, avança João Araújo, as “pessoas sentem-se melhores, mais relaxadas e confortáveis o que faz com que alguns tratamentos sejam administrados com menos regularidade. Tudo isto traz vantagens para os pacientes e para as instituições que os acolhem”.
Os resultados vão ser apresentados, pelo enfermeiro, dia 14 de novembro, no Colóquio Internacional de Abordagens Não-Farmacológicas de Alzheimer, no qual participam 900 profissionais de todo o mundo.

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