Gambuzinos levam “orquídeas” a festival de teatro no Brasil

Toda a gente sabe que as orquídeas se dão melhor em climas tropicais. Em janeiro os Gambuzinos com 1 Pé de Fora vão rumar a Recife, no Brasil, para apresentar “(...) e a vida, afinal, é como as orquídeas”, na 24.ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos.

O grupo tem três espetáculos agendados nos dias 27, às 17 e às 20 horas, e no dia 28 de janeiro, às 18 horas, no Teatro Marco Camarotti. A idealização e coordenação da peça, que foi apresentada pela primeira vez em novembro, no âmbito do Boooks&Movies, em Alcobaça, é de Andrezza Alves, natural do Recife. A atriz foi a responsável pelo intercâmbio entre o grupo de teatro beneditense e o grupo Resta 1 Coletivo de Teatro. “O festival já contou com vários intercâmbios de companhias portuguesas e este ano, através da Andrezza, surgiu a oportunidade de nós irmos lá e eles virem cá atuar no âmbito do festival Ao Teatro“, avança Sofia Serrazina, dos Gambuzinos. Assim, cinco atores da associação cultural da Benedita vão fazer um intercâmbio ao Brasil de 18 a 31 de janeiro. “A ideia, além dos espetáculos, é criar uma peça em conjunto com a companhia brasileira, que será acabada quando eles vierem cá”, confessa a beneditense.

O intercâmbio já tem apoio garantido da Câmara de Alcobaça. Esta é a primeira vez que a companhia de teatro se desloca ao estrangeiro para apresentar o seu trabalho. Para Sofia Serrazina, trata-se de “um grande passo” para a afirmação e reconhecimento dos Gambuzinos com 1 Pé de Fora, ao mesmo tempo que considera “um peso e uma grande responsabilidade”. Os Gambuzinos têm apresentado diversas peças em Alcobaça e na Benedita e nos últimos quatro anos organizou o festival “Ao Teatro”, que tem contado com várias companhias de teatro nacionais.

“A partir de quatro perspetivas sobre o que significa estar vivo, e não apenas respirando, o espetáculo apresenta uma realidade em que possamos, como diz Mário Quintana, aprender a desler”, lê-se na sinopse da peça de teatro que o grupo de atores amadores da Benedita vai levar ao Brasil. “(...) e a vida, afinal, é como as orquídeas” propõe “uma busca pela poesia como consciência do mundo, como forma específica de relacionamento com o real”, sendo “um convite ao público para que compartilhe uma viagem pelas várias dimensões dessa procura”.