DiVino aposta em carnes assadas e fumadas na grelha em lenha

Porco preto, boi, veado, javali e pato são as carnes que passam pela grelha do assador do diVino. Especializado em carnes assadas e fumadas em grelha, o restaurante, com portas abertas desde maio na Fervença, quer conquistar os clientes pela qualidade.

O assador é, aliás, a imagem de marca do espaço de restauração. “Em Portugal não temos muito o conceito de assador, é mais comum em Espanha”, adianta Rui Assis Ferreira, proprietário do restaurante, explicando que “se chama assador quando se grelha em lenha”. Ou seja, no diVino não há grelhados, há assados na grelha. “Usamos uma técnica ancestral ao assar e fumar a carne na grelha, o que acaba por dar um sabor diferente à carne através do fumo”, acrescenta. A maior especificidade é que as carnes são fumadas com lenha de três tipos de árvores diferentes. “Essa mistura dá um aroma completamente diferente à carne. Todos os assados na grelha são caracterizadas pela qualidade do produto, pelo tempero e sobretudo pelo fumado”, argumenta.

Em vez das tradicionais febras, entremeadas ou entrecosto, ali são servidos lagartos, secretos, bochechas e abanicos, de porco rosa ou preto, e no caso da carne de boi os cortes selecionados são, por exemplo, a picanha, a maminha, o acém e a fraldinha. “São cortes selecionados e adequados para ser assados na grelha”, explica o empresário, que já deu trabalho a quatro colaboradores e espera empregar mais oito pessoas em dois anos.

Ao sábado e ao domingo, o restaurante disponibiliza o serviço de rodízio de carnes selecionadas, entre porco e boi, com vários cortes. Durante a semana, exceto à terça-feira, que é dia de descanso do pessoal, há um almoço de trabalho, composto por quatro entradas, um entre sete pratos à escolha, uma bebida e um café, pelo preço de 9,99 euros. 

Além da carne passa também pela grelha do diVino o lombo de bacalhau da Islândia, o polvo da Nazaré, o camarão de Moçambique e o atum braseado com molho de influência japonesa. “Apesar de a carne ser o nosso produto premium, também selecionámos quatro pratos de peixe para a oferta ser mais abrangente”, explica. Há ainda uma preocupação pelo uso de produtos da região, como é o caso da Maçã de Alcobaça, do pão, dos enchidos e da Pera Rocha do Oeste. 

Com 70 lugares sentados na sala, que por enquanto é única — há mais uma no piso de baixo do restaurante preparada para receber 100 pessoas —, o diVino, tal como o nome indica, tem uma vasta carta de vinhos. “Temos os melhores vinhos de Portugal e alguns de coleção, que rezo para que não me os comprem, porque ao mesmo tempo ficaria triste”, brinca Rui Assis Ferreira. Os vinhos da Quinta do Gradil, cujo grupo detém uma empresa a escassos metros de distância do restaurante, também constam na carta. “Queremos ser divinais na carne e no vinho”, reitera o rosto do projeto.

O espaço foi pensado ao pormenor, senão vejamos: há uma oliveira “plantada” na sala, acompanhada de uma bicicleta antiga de 1950. As mobílias da índia fazem pandã com as toalhas de mesa de chita de Alcobaça. Até chapéus de coco no bar existe. “Um espaço irreverente, acolhedor, rústico”... e diVino.

“Queremos que o cliente venha pela qualidade”

O rosto do novo espaço de restauração faz um balanço do negócio até à data, explicando a escolha da localização por Alcobaça.

REGIÃO DE CISTER (RC) > A concorrência no setor não o assusta?

Rui Assis Ferreira (RAF) > Não, não conheço nenhum restaurante com este conceito em Portugal. Pelo contrário, em Espanha há muitos bons assadores. A cozinha portuguesa é melhor do que a espanhola, mas eles são melhores a assar carne. Foi também nesses restaurantes em Espanha, nomeadamente no País Basco, que me inspirei para abrir este espaço. A correr bem, até me pode entusiasmar para abrir mais em Portugal.

RC > O conceito tem sido bem aceite?

RAF > Há muitas pessoas que gostam da carne bem passada, mas há carnes que não podem ser comidas bem passadas, nomeadamente vaca, pato, veado e atum. Além de perderem sabor ficam muito duras. São cortes de carne específicos para levar pouco lume. Além disso e ao contrário do que se pensa o carvão só dá calor e não é o melhor para assar. 

RC > Porquê Alcobaça? 

RAF > Sou natural de Lisboa, mas tenho residência em Alcobaça há vários anos. O restaurante insere-se num grupo de outros quatro restaurantes em Lisboa e escolher a localização deste não foi difícil, porque era necessário um espaço muito próprio para o conceito desejado e pensei que na província era o melhor local para se recriar um bom assador. A ideia é ter pessoas de Lisboa e de vários pontos do País a vir cá para ter uma experiência gastronómica diferente. Não queremos que o cliente venha pelo preço, mas pela qualidade.

BI

Designação: 
diVino assador
Fundação: 
2017
Número de Trabalhadores: 
4
Administração: 
Rui Assis Ferreira
Actividade: 
Restauração
Facturação: 
Não aplicável
Principais produtos: 
Carnes assadas e fumadas em grelha com três lenhas diferentes
Sede: 
Estrada Nacional 8/5 nº 53 Fervença 2460-526 Alcobaça
Telefone: 
262 148 634
70
Número de lugares sentados que o restaurante dispõe, tendo capacidade para mais uma centena noutra sala ainda fechada