Cemitérios do concelho de Alcobaça sem espaço

Vários cemitérios do concelho de Alcobaça estão a chegar à sua capacidade máxima, o que está a preocupar os autarcas. Um dos casos mais prementes para resolver é o do Bárrio, que já só tem dez covais para venda. 

O alerta é feito pela presidente de Junta, que se diz “proibida” de vender qualquer coval. Admitindo que “há muitas pessoas que já têm os covais comprados para os seus familiares“, Filipa Gomes mostra-se preocupada com a situação, cuja obra de ampliação tem de ser “para ontem”. O terreno com vista à ampliação do cemitério já foi adquirido pela Câmara há vários anos, estando a autarquia a preparar o projeto para avançar com a obra. “Nos últimos meses tem-se registado um aumento de falecimentos, o que acelerou esta necessidade de alargamento do cemitério”, explica a autarca. “É urgente, mas não é insólito, no sentido de não haver solução”, frisa a autarca, acreditando que “o projeto, que inclui a criação de uma casa de banho pública e estacionamento no local, será uma realidade brevemente”.

Na Benedita, tendo em conta o número médio de falecimentos nos últimos três anos, há espaço disponível no cemitério até setembro de 2020. Quem o garante é a presidente da Junta que, em articulação com a Câmara, tem estudado a aquisição de um terreno para a ampliação do cemitério. “A necessidade de alargamento do espaço está identificada e estamos a tentar arranjar uma solução para o que será um problema daqui a pouco tempo“, adianta Maria de Lurdes Pedro.

Já em Turquel, dentro de três meses deverá avançar uma obra de ampliação do cemitério, num terreno lateral poente, possibilitando a criação de mais de uma centena de covais. “Não resolvemos tudo, mas para os próximos anos fica resolvido”, frisa o presidente da Junta, Jorge Honório. A obra está avaliada em 30 mil euros.

No Cemitério da Maiorga ainda decorrem as obras de ampliação, que vão permitir criar 55 novos covais e 18 ossários. “Foi feita uma remodelação no espaço do cemitério, de forma a criar mais covais, tendo ainda sido criado um regulamento, que não havia“, explicou o presidente da Junta, Sérgio Rocha.

Em São Martinho do Porto, a falta de espaço no cemitério também é uma realidade. O terreno para a ampliação já está adquirido, tendo em conta que o espaço atual está praticamente lotado. Com poucos covais para vender, a Junta prevê que a obra de ampliação arranque ainda este ano.

Em Pataias, o caso é semelhante: “para o próximo mês deverá arrancar a obra de ampliação do cemitério, orçada em 70 mil euros, e que será executada por fases”, explica Dário Moleiro, secretário da União das Freguesias de Pataias e Martingança. O novo terreno, já adquirido e contíguo ao atual cemitério, terá capacidade para criar cerca de uma centena de covais, mas que “serão construídos à medida das necessidades”. 

Na Cela, “também já não há muito espaço”, alerta o presidente da Junta, Paulo Eusébio. Para vender já não há nada, mas o terreno está adquirido, esperando que este ano o projeto para a ampliação avance.

De recordar que recentemente foram inauguradas as obras de ampliação do cemitério de Valado de Santa Quitéria (Alfeizerão) e de Aljubarrota. À data, a falta de espaço ainda não é um problema nos cemitérios das freguesias de Vimeiro, Évora de Alcobaça e Coz, Alpedriz e Montes. 

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, o presidente da Câmara de Alcobaça explica que está a ser feito um relatório relativamente ao Cemitério de Alcobaça para perceber “até quando há espaço disponível”. Sobre os restantes cemitérios do concelho, Paulo Inácio diz estar “ciente das necessidades”, admitindo estar mais preocupado com os casos em que os terrenos com vista à ampliação ainda não estão comprados.