Empresários admitem sair da Benedita

O atraso na concretização da Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB) está a levar a que algumas empresas admitam a possibilidade de sair da freguesia para se expandirem em outros concelhos. Em causa estão mais de uma centena de trabalhadores. 

O tema foi o assunto em destaque, esta terça-feira, no jantar da Associação de Desenvolvimento Empresarial da Benedita (ADEB) e dos empresários da freguesia com os candidatos do PS pelo círculo eleitoral de Leiria.

A Sepsancho, que emprega 120 pessoas, é um desses exemplos. “Se não existir ALE, as instalações vão ser transferidas para Rio Maior ou Caldas da Rainha”, garante Tiago Silva, administrador da empresa, acrescentando que “é urgente mudar de espaço, porque não temos mais espaço para expandir”.

Da mesma opinião é Filipe Marques, administrador da Profiserv, que emprega 10 trabalhadores, adianta que “enquanto não existir ALE, não se pode crescer”. Para centrar serviços e reduzir custos financeiros com a deslocação dos empregados para outros polos da empresa, Filipe Marques acredita que “apenas se consegue com a deslocação de instalações” e, caso não exista ALE, “desloca-se para outros concelhos”.

“É uma prioridade mais do que necessária na Benedita”, realça o presidente da Junta, João Luís, destacando o desenvolvimento económico e industrial que potenciava.

Bruno Letra, presidente da ADEB, admite que “algumas empresas saíram da Benedita por falta de espaços grandes para construir”, realçando a “necessidade” da área industrial.

Margarida Marques, cabeça de lista do PS por Leiria, defende que “tem que haver apoio para que as empresas possam existir”. A socialista acredita que “o parque industrial é um projeto de investimento com condições para receber fundos estruturais”. 

O presidente da Câmara de Alcobaça assegura que o plano pormenor da ALEB está a ser concluído e que “esta será uma luta que havemos de ultrapassar”.