Externato da Benedita reclama novo modelo para contratos de associação

Os responsáveis do Externato Cooperativo da Benedita (ECB) renovaram o pedido de um novo modelo de financiamento dos contratos de associação, feito anteriormente a 27 de maio na Comissão de Educação da Assembleia da República, que tenha em conta os quadros de docentes e infraestruturas das escolas, durante a visita de deputados do PCP à instituição, na passada semana.

Nuno Sardinha, responsável da Direção do Instituto Nossa Senhora da Encarnação, garante que “a discussão será colocada mais tarde ou mais cedo no Parlamento” e que, “até à mudança no regime de financiamento o Externato da Benedita recusa novos despedimentos no corpo docente”, de acordo com declarações à Benedita FM.

Ao REGIÃO DE CISTER, o deputado do PCP, Bruno Dias, considerou “que se devem separar as águas nestas controvérsias acerca do ensino”, justificando que, neste caso, “não estamos a falar de um qualquer negócio, mas sim de um projeto sem fins lucrativos em que, de facto, dá o exemplo pela qualidade e não pelo economicismo”.

“Tomamos nota das preocupações e das informações que foram transmitidas, bem como aos critérios de financiamento, nao apenas em termos quantitativos, mas também na questão qualitativa e concreta, no investimento nas instalações, monitorização e garantia de um corpo docente de qualidade e não apenas na quantidade de turmas”, reforça o comunista.

Bruno Dias sublinhou que “há que não compactuar com generalizações, mas sim contribuir para um debate sereno, construtivo e responsável, tratando de questões prioritárias da educação do nosso país, contribuindo para que as decisões a adotar sejam efetivamente as mais adequadas”.