Nazaré com menos candidatos e Alcobaça mantém listas

O mapa eleitoral autárquico na região vai ser desenhado no próximo dia 1 de outubro, mas em relação às últimas eleições locais o cenário político alterou-se de forma substancial.

Se em 2013, a Nazaré quebrou um recorde histórico, ao apresentar oito listas concorrentes à Câmara para a sucessão a Jorge Barroso (PSD), este ano o número baixa para as cinco no concelho vizinho, muito por “culpa” da junção do PSD aos movimentos de independentes NazaréViva – liderado há quatro anos por Alberto Madaíl – e Grupo de Cidadãos Independentes do Concelho da Nazaré – cujo líder histórico António Trindade volta a ir a votos numa “coligação”, depois de em 2009 ter acompanhado o PS de Vítor Esgaio.

Em relação às últimas eleições autárquicas, há outra “junção” a ter em conta na Nazaré, com o CDS-PP e o MPT, a juntarem-se numa coligação com o PPM para candidatar Graciano Dias à Câmara, o que também ajuda a explicar a diminuição registada no número de candidaturas.

Assim, a 1 de outubro, o socialista Walter Chicharro, que em 2013 recuperou a Nazaré para o PS após 20 anos de governação de Jorge Barroso, vai enfrentar Alberto Madaíl (PSD), António Manuel Caria dos Santos (CDU), Telma Ferreira (BE) e Graciano Dias (CDS-PP/MPT/PPM).

Em Alcobaça, o total de listas mantém-se nas seis, mas registou-se uma “troca” no boletim de voto, com o PNR a abdicar de concorrer no concelho, entrando na corrida o PDR, que corporiza uma candidatura de um grupo de independentes, que pretende afrontar os partidos tradicionais no concelho.

Deste modo, o social-democrata Paulo Inácio, que avança pela última vez para a Câmara devido à lei de limitação dos mandatos, enfrenta nas urnas Cláudia Vicente (PS), Carlos Bonifácio (CDS-PP), Rogério Raimundo (CDU), António Delgado (BE) e Lúcia Duarte (PDR).

Há quatro anos, se o PSD perdeu a maioria absoluta no executivo municipal, o CDS-PP voltou a eleger um vereador, mais do que triplicando a votação: de 1.551 votos em 2009 passou para 4.469 votos em 2013. Quanto à CDU, recuou para os 3.176 votos com Vanda Furtado Marques, a votação mais baixa da coligação desde 1993, com menos de metade da votação histórica que Rogério Raimundo registou em 2001, com 6.485 votos, o equivalente a 22,2% da preferência do eleitorado. O PS baixou a votação, mas manteve o número de eleitos na Câmara, enquanto o BE ficou muito longe de eleger um vereador, objetivo a que se propõe, desta feita, com António Delgado.