Sónia Conceição deixa PSD/Nazaré e muda-se para o Aliança

A valadense Sónia Carreira da Conceição desfiliou-se do PSD, renunciou ao mandato para que tinha sido eleita na Assembleia Municipal da Nazaré e vai mudar-se para o Aliança. 

Torna-se, assim, na primeira figura política da região a assumir a rotura com o partido e a avançar para o novo projeto político de Pedro Santana Lopes.

“Desde há algum tempo que não me revejo na atuação da direção do PSD e também a nível local tinha divergências profundas com o rumo que o partido tomou”, começa por explicar a advogada, que nas últimas eleições internas no PSD apoiou Santana contra Rui Rio e resolveu agora dar por findo um ciclo de 20 anos de militância no partido.

“No PSD/Nazaré as pessoas não são ouvidas. Quando vamos para uma reunião da Comissão Política já houve outra reunião prévia e não me revejo neste modo de fazer política”, salienta Sónia Conceição, que encontra na Aliança “um novo espaço de intervenção pública”.

“Entendo que é preciso fazer política o ano inteiro e não apenas nas vésperas das eleições. No caso da Aliança esse é um dos aspetos que me motiva. Revejo-me na figura interventiva e combativa de Pedro Santana Lopes, nos ideais que o partido defende e acredito que podemos fazer a diferença”, sustenta.

Antiga n.º 2 da Junta de Valado dos Frades e ex-deputada municipal do PSD, Sónia Conceição quer uma intervenção local que seja consequente. “É possível fazer política ouvindo as pessoas. É a isso que nos propomos. Além disso, temos de mudar o paradigma e deixar de discutir pessoas, para discutir projetos. Na política não vale tudo. Ganhar eleições é importante, mas não a qualquer custo e no PSD/Nazaré foi isso que se tentou fazer nas últimas autárquicas, com os resultados que se conhecem”, frisa a causídica, revelando que não “aprovou” a junção do PSD aos grupos de independentes liderados por Alberto Madaíl e António Trindade, apesar de ter integrado a lista de Joaquim Pequicho, líder da Concelhia, à Assembleia Municipal.

“Tenho uma profunda admiração pelo Joaquim Pequicho, a quem devo a minha entrada na política, mas creio que ele está muito mal rodeado”, frisa Sónia Carreira da Conceição, que já tem um “grupo de pessoas” interessadas em aderir à Aliança no concelho, o que abre caminho à constituição de uma estrutura local do novo partido.

“Estamos numa fase embrionária, mas a vontade de trabalhar é grande e a adesão das pessoas descontentes com a política é crescente. Há pessoas muito válidas, mas que não estão motivadas para integrar os partidos”, conclui a apoiante de Santana Lopes.