Fazer o que é necessário

"It’s not enough that we do our best; sometimes we have to do what’s required" [Não é suficiente que façamos o nosso melhor; às vezes temos que fazer o que é necessário]. A frase de Winston Churchill tem sido, por estes dias, o slogan no Região de Cister.

Estou sozinha na redação. Na sala ao lado, o meu administrador [Rui Morais] fala em videoconferência com o meu outro administrador [José Rafael Rodrigues]. Há lugares de estacionamento à porta. O telefone não toca. A porta não abre nem fecha. No email tudo o que cai tem Covid-19 no assunto. Este é o texto mais peculiar que já escrevi enquanto jornalista.

Desde esta segunda-feira, o REGIÃO DE CISTER está a ser feito com a equipa (jornalistas, comerciais e administrativos) a partir de casa. 

A pandemia obrigou-nos ainda a suspender o atendimento presencial, mas só e apenas isso. A nossa equipa está a trabalhar, diariamente e em todos os suportes, para disponibilizar informação credível e rigorosa aos seus leitores. 

Basta de fake news e de desinformação. A toda a hora recebemos mensagens do "diz que disse". O Região de Cister só diz o que é útil, verdadeiro e confirmado, conceitos basilares de quem faz do jornalismo a sua profissão. 

Mais do que nunca, a informação é preciosa. Desde que seja oficial e feita de uma forma cuidada e profissional. Na redação ou em casa, é essa a nossa missão. Todas as semanas, com pandemias ou não. 

Estamos a fechar a edição que será publicada, normalmente, esta quinta-feira. O jornal estará em todas as bancas que permaneçam abertas. Os nossos assinantes continuarão a receber comodamente, nas suas casas, o nosso jornal. Decisões – digam-se corajosas – da administração deste jornal, que mantém tudo em funcionamento, até que seja humanamente possível. 

Antes desta epidemia que evoluiu para pandemia, a imprensa (e mais em particular a imprensa regional) já enfrentava outras doenças. A pior, arrisco-me a dizer, era (e continua a ser) a cegueira de quem não percebe (ou não quer perceber) a importância de um jornalismo independente e livre para a (boa) saúde da própria democracia.

Será, por isso, (mais) uma tarefa hercúlea manter um jornal nestes moldes, com a quebra abrupta de receitas que esta crise vai, inevitavelmente, trazer. Mas se aqui chegámos, aqui vamos continuar porque o serviço público é a nossa prioridade.

Se necessitar ou tiver informações que nos possam ser relevantes ligue para o 262 598 627 ou para o 910 015 531. Em função do assunto, estamos à distância de um clique através dos emails [email protected] (publicidade), [email protected] (assinaturas) ou [email protected] (para qualquer outro assunto).

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