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Os municípios no contexto tecnológico: hoje e amanhã

No atual processo de desenvolvimento regional, devem os municípios, os empreendedores e as universidades organizarem-se, estruturarem-se e ir progressivamente solidificando a sua competitividade económica, humana e tecnológica de forma a conseguirem ir dando respostas às necessidades dos seus cidadãos e aos seus níveis de qualidade de vida, capacitação e anseios?

A realidade, do ponto de vista da capacidade de incorporação da tecnologia 5G, simultaneamente pode ser um eficaz instrumento no apoio aos processos de decisão da parte das lideranças municipais e regionais, essenciais ao desenvolvimento dos territórios e das nações, sendo esta a procura de um novo patamar de desenvolvimento dos territórios, que assenta todo um novo plano tecnológico e tendo em conta os desafios da “Sociedade 5.0” e o desenvolvimento dos territórios na sociedade 5.0 é baseado na tecnologia, mas terá que ser centrado simultaneamente na vertente de humanização dessas mesmas cidades e regiões.

Sabemos que, face aos desafios de hoje, este tem que ser um plano para já hoje e já amanhã, passando assim a termos a necessidade de criarmos políticas públicas que apostem na tecnologia como a robótica, na “big data”, na internet das coisas e na inteligência artificial e nunca esquecendo a sua aplicação concreta à saúde e à mobilidade nas cidades.

O objetivo ao vivermos em sociedade é podermos,s através da digitalização de todos os setores da sociedade, vivermos num mundo super-humano, superinteligente, super-conectado, supereficiente e, por isso, super-sustentável.

O atual contexto de inovação constante, onde tudo passa a estar ligado, as pessoas viverão mais tempo, uma vida mais ativa e estarão livres de alguns dos mais comuns constrangimentos e das mais debilitadoras limitações, grande parte das atividades económicas poderão ser automatizadas, as empresas terão missões sociais, o propósito sobrepor-se-á ao lucro, dar-se-á mais valor à imaginação e à criatividade e serão encontradas soluções eficazes para os atuais desafios sociais, como são os caso do envelhecimento da população e da diminuição da população ativa.

Por um lado, na sociedade 5.0 temos que enfrentar o facto da vanguarda desta mudança ter de ser assumida também pelos governos locais e regionais e nos levarem a todos no sentido do cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável e, por outro lado, se não forem definidos pontos de ação estratégicos, tanto como globais e concretos, a descrição deste nosso futuro, poderá deixar-nos tangentes de apenas uma utopia de um potencial desenvolvimento municipal.

Nesta sociedade 5.0, para inovarmos, devemos apontar para o que desejamos e não apenas para o que é previsível. Há já hoje, de facto, várias propostas, iniciativas e inovações no sentido de fazermos tudo isto acontecer, aos Municípios, às Universidades e às Empresas, como à moldura da sociedade civil e da cidadania, resta-lhes contribuir ativamente para descobrir como vai o mundo globalizado, unirmos esforços e definir, para todos, as mesmas ambições libertadoras, igualitárias e sustentáveis que desejamos nas nossas organizações, cidades e vidas.

Cada um de nós deve questionar-se sobre que conhecimento e valor pode adicionar a esta complexa discussão, começando pela criação de novas práticas e ética de governança, onde através dos Municípios, as cidades possam ser felizes nesta sociedade 5.0, que se nos apresenta, no mínimo desafiante, num contexto de alterações climáticas severas, aquecimento global inquietante e epidemias virais tão rápidos como este nosso mundo digital.