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Quem passará pela região onde Alcobaça se insere?

Como sociedade civil e como cidadãos, temos que ter a capacidade de analisarmos a forma como lidamos com o futuro e isso per si diz muito sobre a presente situação de toda uma região e do seu nível de desenvolvimento.

A política do futuro será um simples reflexo da política do presente, sublinhando assim que existe um inegável cenário de evolução futura possível tendo inevitavelmente que ter em conta uma legitima preocupação sobre os desafios das mudanças climáticas e agir em conformidade com celeridade, sendo estas decisões eminentemente políticas sobre o nosso futuro coletivo, acabando por revelar muito sobre o nosso aqui, o nosso agora, o nosso futuro.

Existe uma enorme falta de clareza, planeamento e visão relativamente às políticas das cidades e das regiões e do seu futuro entre nós e desse ponto de vista, entendo ser preocupante, onde estará a nossa motivação para votar em alguém ao nível autárquico, se não soubermos o que pensa, do que é capaz ou do que pretende fazer no futuro?

Independentemente de a sociedade civil de hoje assistir a um apaziguamento das ideologias políticas sem grande preocupação, serão sempre necessários um conjunto de princípios orientadores da ação política, uma visão coerente do futuro que se deseja, bem como uma estimativa dos custos e de benefícios respetivos às políticas concretas que se querem implementar em determinado território, além de mudanças dentro dos partidos políticos perante os desafios levantados por uma sociedade civil tendencialmente mais esclarecida.

A nossa região, que, na minha ótica, tem características naturais e orgânicas, históricas e territoriais de qualidade diferenciada, tem que ter um projeto de desenvolvimento transversal e de economia de escala destes nossos territórios e entendo que sem esse trabalho, não iremos a lado nenhuma, ficaremos como estamos, ou seja sem expetativa de um futuro com mais qualidade de vida e emprego.

Numa perspetiva do que pode ser o futuro, atrevo me como cidadão a sugerir dois eixos de desenvolvimento estratégico a serem trabalhados por todos; pela sociedade civil, pelos atores políticos locais e regionais e pelos parceiros estratégicos que são um fator de sucesso e de valor acrescentado, muitas vezes desprezado pelas lideranças que não sabem trabalhar em equipa.

As parcerias estratégicas regionais: existe um corredor de alto potencial de desenvolvimento que vai do litoral para ao interior e do interior para o litoral de uma forma fluida e coesa, indo da Nazaré, passando por Alcobaça, Batalha e Porto de Mós, encontrando Fátima e vice versa, sendo que todos estes territórios apresentam um denominador comum de desenvolvimento e potencial valor diferenciado a explorar mais ainda: #mar, #cultura, #turismo, #serra, #história, #religião, #arquitetura, #profissões e #indústrias ancestrais e de futuro, #gastronomia e #vinhos.

Paralelamente, poderá ser desenvolvido um outro eixo estratégico onde se potencia simultaneamente o primeiro, que é o foco no Cluster da #música e da #arquitetura, podendo partir do principio de ser ancorado nos Festivais Musicais de toda esta região ao longo do ano e nos seus espaços arquitetónicos de valor internacionalmente reconhecido, na sua capacidade instalada e futura de formação e gestão de conhecimento da música e simultaneamente numa estratégica de criação de uma região com uma oferta inovadora, de um ensino especializado e onde a inovação se apresenta através da associação das novas #tecnológicas da música e da #imagem , sendo a musicalidade o centro dessa mesma estratégica.

A música poderá ser a fórmula do futuro que queremos para as nossas cidades e regiões e na verdade já temos bastante trabalho realizado, com alto potencial de crescimento e até mesmo de internacionalização. Quem passará pela região onde Alcobaça se insere? Afinal o nosso futuro, só dependente de nós, de quem escolhemos para nos liderar e de com quem fazemos parcerias de valor acrescentado. É simples, o difícil é fazer o simples, parece.