Adelo Shopping Center valoriza setor de antiguidades e velharias

Anda à procura daquela peça de decoração que vai dar um “je ne sais quoi” à sua sala? Pois há um shopping de antiguidades e velharias na Vestiaria, que dá pelo nome de Adelo Shoping Center, que certamente tem o que procura. 

O recheio inclui móveis restaurados (do mais antigo ou mais moderno), faianças (incluindo as de Alcobaça), candeeiros de todos os géneros e feitios, eletrodomésticos, serviços de jantar, chá e café, livros (que dão até para montar uma biblioteca), estatuetas, relógios (alguns com mais de um século), ferramentas de bricolage... são milhares de artigos, expostos em dois pisos, numa área de 1.600 metros quadrados.

“Temos uma gama muito vasta de artigos, mas dedicamo-nos essencialmente ao mobiliário. Temos uma equipa especializada em restauro de móveis, que na maior parte das vezes chegam cá em muito mau estado e ficam como novos”, adianta Rogério Pinto que, já aposentado, em vez de “descansar” acabou por montar um “shopping” de velharias e antiguidades nas antigas instalações da Vestal.
A variedade de artigos e a dimensão do espaço são apontados, de resto, como os segredos do negócio. “É conveniente para o cliente ter uma dúzia de peças do mesmo estilo do que ter apenas duas. Se há maior variedade, há mais possibilidade de escolha”, sublinha o empresário. Também a simpatia para com os clientes é apontada como uma mais-valia do sucesso da casa, disfarçada de museu. “Damos a máxima atenção e delicadeza ao nosso cliente, primeiro está sempre o cliente e depois então o negócio”, frisa. 

Os clientes chegam de norte a sul do País e desengane-se se pensa que as velharias e antiguidades só são procuradas por quem tem menos possibilidades económicas. “A vantagem de ter um espaço grande e uma gama de produtos variada é conseguir abranger o cliente que tem a carteira mais modesta ao que não se preocupa com o dinheiro que vai gastar”, explica o empresário.

Recentemente, Rogério Pinto também abriu uma loja em Alcobaça sob a chancela da empresa, mas com a designação de galeria de arte. “Se na Vestiaria temos uma gama média/baixa, em Alcobaça reunimos peças de arte mais valiosas para uma gama média/alta”. Trata-se, portanto, de uma galeria de arte focada na pintura e na arte sacra. 

A empresa adquire a matéria-prima, muitas vezes, em habitações que estão para venda, sobretudo em processos judiciais. “Não nos preocupamos só com a venda, fazemos muitas compras de recheios de casa ou peças isoladas e mediante uma avaliação justa para ambas as partes, fazemos o levantamento do material. Depois entra na nossa oficina, a que chamamos de laboratório, e depois acaba por ser exposto na nossa loja”, explica Rogério Pinto, confessando que “há muitos caixotes ainda por abrir no armazém por falta de espaço para exposição”. Os clientes são cada vez mais: os colecionistas continuam atentos às últimas novidades e os restantes não conseguem resistir ao charme da velhice das relíquias que se vendem no Adelo Shopping Center. Afinal, não é só o vinho do Porto que se quer mais velho.  

 

"O colecionismo está outra vez na moda”

A apresentação, a variedade e a dimensão do espaço são as grandes mais-valias do negócio, que começou há oito anos na Vestiaria. 

REGIÃO DE CISTER (RC) > O que o levou a abrir uma loja de antiguidades na Vestiaria?
rogério pinto (rp) > O entusiasmo de dar continuidade a uma atividade de 50 anos no setor. Apesar de ter vindo para a Vestiaria descansar, porque me reformei, pensei em continuar a obra que tinha em Lisboa. Começámos devagarinho e pouco a pouco a casa ficou com esta dimensão. Hoje em dia, para mim, já é um passatempo, não é nenhum esforço, nem nenhum trabalho.

RC > Que influência tem o colecionismo nas vendas deste negócio?
RP > O colecionismo está outra vez na moda. Depois de uns anos mais envergonhados, voltou a haver uma grande procura por artigos de colecionismo, desde louça, metais, miniaturas de carros, chávenas... de tudo um pouco. Temos também uma biblioteca boa, uma secção de camas e quartos, as pessoas facilmente escolhem o que pretendem e o que procuram.  Temos ainda  preços especiais de revenda para o vendedor que ainda vai vender os nossos produtos. 

RC > Este é um “shopping” com apresentação de museu. A ideia é essa?
RP > Gostamos de manter o material com bom aspeto e os clientes reparam nisso. Apesar de ser uma casa de velharias e antiguidades, prezamos para que as pessoas possam mexer à vontade nos artigos sem ficar com as mãos sujas. É uma antiguidade mas não tem de estar com má apresentação. Temos duas empregadas de limpeza que diariamente fazem a manutenção do espaço.

BI

Designação: 
Adelo Shopping Center Velharias e Antiguidades
Fundação: 
2010
Número de Trabalhadores: 
7 trabalhadores
Administração: 
Rogério Pinto
Actividade: 
comércio
Facturação: 
não divulgada
Principais produtos: 
antiguidades e velharias
Telefone: 
62 595 527, 914 967 527 ou 965 156 319
100
Há peças expostas na loja de velharias e antiguidades na Vestiaria com mais de um século de existência