O Forno aposta na qualidade e na tradição do seu pão

Não é por acaso que é conhecida como a padeira da Moita e agora a padeira de Pataias. Ana Paula Constantino amassa o pão com o mesmo à-vontade de quem gere três padarias, duas delas com fabrico. O Forno é o nome das “casas” que tem na Moita, na Nazaré e em Pataias, a última com novas instalações.

“Tive de investir num espaço maior, porque o local onde estava, além de ser só um ponto de venda de pão, já era pequeno para os pedidos que havia“, adianta a empresária, que mudou as instalações d’O Forno em Pataias para a Avenida Rainha Santa Isabel, no início do ano. A nova casa, além de funcionar como pastelaria, também tem fabrico próprio de pão. As mudanças resultaram em mais quatro postos de trabalho. 

Aprendeu a fazer pão há 27 anos e desde aí que nunca mais largou a farinha. Por conta própria há 15 anos. Abriu O Forno na Moita em 2003 e em 2012 abre o segundo Forno em Pataias. E como não há duas sem três... também estendeu o seu negócio à Nazaré, em 2013. 

Na Moita há o fabrico de pão durante a noite e a distribuição é feita depois para os três postos de venda. “Há sempre pão fresco, mas às 10 e às 16 horas sai pão quente na pastelaria da Moita e agora em Pataias”, explica Ana Paula Constantino, acrescentando que “as pessoas já sabem que aquela hora há pãozinho quente a sair e vão buscá-lo de propósito porque gostam e apreciam muito o meu pão“.

Além do pão, O Forno tem várias especialidades da casa, tais como: pão com chouriço, pão com bacalhau, pizzas, broa amarela de milho, pão com bacon e queijo e pão com torresmos. “É importante diversificarmos a oferta e desde que abri o negócio confecionei sempre estas especialidades, que são todas fabricadas por nós”, conta a padeira da Moita e de Pataias.
Com uma dezena de postos de trabalho assegurados, a empresa de Ana Paula Constantino tem vindo a marcar posição no mercado, mas mantendo sempre a sua tradição e a sua qualidade. “Há negócios que precisam de mudar e inovar para crescer. No negócio do pão é importante manter a tradição e o sabor de origem dos produtos para fidelizar os clientes“, considera a empresária. 

Curiosamente, à noite são os homens que vestem o avental para confecionar o pão e, de dia, nas pastelarias, são as mulheres que dão conta do negócio. De realçar que os seus colaboradores são “uma família” para a patroa que é tratada de “colega”. “Os meus colaboradores são quem me ajudam a tomar decisões e a conseguir gerir o negócio“, sublinha Ana Paula Constantino, que ainda gosta de amassar o pão com os colaboradores. 

Com dois filhos, um... padeiro e outro a estudar no curso profissional de cozinha e pastelaria, não será descabido afirmar que Ana Paula Constantino tem preparado bem a próxima geração de um qualquer Forno neste País.  

O pão é sempre uma primeira escolha

A tradição e a qualidade são as palavras-chave do sucesso do negócio de Ana Paula Constantino. A empresária, que ainda põe literalmente as mãos na massa, sublinha o papel dos colaboradores na imagem da empresa, que já possui três espaços comerciais.

REGIÃO DE CISTER (RC) > Qual é o papel dos seus funcionários no sucesso do negócio?
ANA PAULA CONSTANTINO (APC) > Os meus funcionários fazem parte da minha família. A vontade de que tudo corra bem não vem só da patroa. Os empregados favorecem sempre uma casa, seja em que setor for. O patrão tem a responsabilidade de orientar e gerir, mas nos bastidores há uma grande equipa a vestir a camisola. A melhor divulgação que temos é a que os clientes fazem de nós, daí que os funcionários sejam uma peça essencial do negócio.    

RC > Como é gerir três espaços e ainda ter tempo para pôr as mãos na massa? 
APC > Tem de haver colaboração e amizade entre todos. E o gostar do que fazemos ajuda muito. Aprendi a fazer pão há 27 anos e há 15 anos que trabalho por conta própria neste ramo. E não me vejo a fazer outra coisa. Penso que esse é o segredo para conseguir gerir tudo.  

RC > O negócio do pão corre bem?   
APC > Já teve melhores e piores dias. Não me posso queixar muito, porque tenho mantido a qualidade e os clientes valorizam isso. Como o pão é um bem de primeira necessidade, é sempre uma primeira escolha. E quem leva o pão, pode levar o bolinho e quem leva o bolinho pode levar outro produto de pastelaria. O meu pão é confecionado com fermento, água e sal, é trabalhado, cozido e vendido. Vejo que o meu pão é apreciado e até já tem alguma fama.

BI

Designação: 
O Forno
Fundação: 
2000
Número de Trabalhadores: 
10
Administração: 
Ana Paula Constantino
Actividade: 
Produção e venda de pão
Facturação: 
Não divulgado
Principais produtos: 
Pão e pastelaria diversa
Sede: 
Moita
Telefone: 
244 541 123
2.000
Número de bolas caseiras que O Forno produz diariamente