Ricardo Ribeiro torna-se profissional pelo Benfica

Começou a jogar futebol no clube Central 32, em Lisboa, como defesa central. Mas, quando ingressou no Ginásio, em 2010, decidiu experimentar a posição de guarda-redes e desde então a carreira de Ricardo Ribeiro tem evoluído a grande velocidade. Tanto que o alcobacense assinou, na passada semana, um contrato profissional com o Benfica, que o torna jogador encarnado por mais três épocas.

O guardião alcobacense, de 17 anos, já tinha assinado contrato de formação com as águias em 2018 e assume agora um vínculo profissional com o Benfica numa ligação que muito orgulha o jovem, pois é benfiquista.

Ao REGIÃO DE CISTER, o jovem revela que ficou “surpreendido” quando soube que iria assinar um contrato profissional e relembrou o momento. “Liguei logo aos meus pais e ao meu irmão a contar a novidade. A felicidade era enorme”, conta o guarda-redes que na próxima época irá ajudar a equipa de juniores.

Ricardo Ribeiro chegou ao Benfica há quatro épocas e desde então já foi vice-campeão nacional de iniciados e campeão distrital de iniciados e juvenis B, tendo, inclusive, já treinado com os guarda-redes Svilar e Zlobin da equipa principal. “O que mais aprendi foi a confiança que eles têm e a intensidade que colocam em cada exercício”, explica o jovem, sublinhando que o sonho “é chegar à equipa principal do Benfica e vencer a Liga dos Campeões”.

Enquanto não atinge o “grande sonho”, o alcobacense vai-se destacando pela formação das águias e somando internacionalizações. Ricardo Ribeiro já se estreou na Seleção Nacional de sub-16, que representou por três ocasiões em 2019. “O momento de cantar o hino nacional é indescritível”, assume o guardião.

Ainda assim, e porque o mundo do futebol é incerto, Ricardo Ribeiro continua a “defender” os estudos. O alcobacense vai iniciar o 12.º ano de escolaridade no curso de Economia e pretende ainda formar-se no ensino superior. “Quero licenciar-me em gestão desportiva ou num curso que esteja relacionado com o desporto e mais precisamente com o futebol”, atira o jovem alcobacense, completando que já não sabe “viver sem o desporto”. O futuro está em “boas mãos”.

Guardião não esquece Ginásio
O alcobacense não esqueceu o Ginásio, clube no qual se iniciou como guarda-redes e que representou entre os escalões de traquinas e benjamins ,e decidiu entregar luvas, chuteiras e caneleiras que já não utilizava para que o clube distribuísse pelos atletas com mais dificuldades. “Foi uma forma de agradecer ao clube no qual me iniciei como guarda-redes”, explica o alcobacense que visita regularmente as pessoas do clube. Durante as quatro épocas em que jogou pelo Ginásio, o jovem não esqueceu a importância do técnico Ricardo Pereira, mais conhecido por Piri. “Teve uma grande importância na minha evolução e é uma das minhas referências no clube”, remata.