Domingo, Outubro 11, 2026
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Insufláveis no areal da Nazaré preocupam moradores e empresários

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Nem o vento forte que se tem sentido nos últimos dias e, muito menos, as bandeiras amarela e vermelha impedem os mais novos de se divertir no areal da praia da Nazaré.

Nem o vento forte que se tem sentido nos últimos dias e, muito menos, as bandeiras amarela e vermelha impedem os mais novos de se divertir no areal da praia da Nazaré. Quando o sol não bate e o mar está “ruim”, as crianças têm à disposição mais de uma dezena de insufláveis e brincadeiras no areal da praia. 

Mas, para os comerciantes e moradores ouvidos pelo REGIÃO DE CISTER, a colocação destes equipamentos no areal configura uma fonte de “poluição visual”. Além disso, e no caso de um empresário que detém um estabelecimento comercial na Avenida Manuel Remígio, mais conhecida por Marginal, a colocação dos equipamentos é “prejudicial para o negócio”, uma vez que “tapa a vista para o mar” que o espaço costumava ter. No entanto, para outro empresário, as brincadeiras “atraem muita gente que acaba por comprar sempre qualquer coisa”.

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Entre a Rua das Hortas e a Rua dos Galeões estão colocados 16 insufláveis, pistas de corridas de carros e trampolins ao longo de mais de uma centena de metros. Recentemente têm circulado, nas redes sociais, várias fotografias e testemunhos mostrando algum descontentamento em relação à colocação das brincadeiras e, em particular, à quantidade. No entanto, os mais novos continuam a frequentar os espaços de brincadeiras que, em muitos casos, funcionam desde as primeiras horas da manhã até por volta da meia-noite.

Há mais de uma dezena de insufláveis e brincadeiras para as crianças instalados no areal da praia da Nazaré. A população e empresários com negócios na Marginal estão preocupados com o “excesso” de equipamentos que está a causar “poluição visual”

A colocação de mais de uma dezena de equipamentos não preocupa só moradores e comerciantes. Também o animador turístico Fernando Carvalho considera que há um “exagero descabido” no número de diversões. O nazareno é um dos empresários que há mais tempo trabalha no areal. Quando, há cerca de uma década, colocou o trampolim na areia “havia apenas mais dois equipamentos”, conta, em declarações ao REGIÃO DE CISTER. “Podia haver diversidade, mas não há”, argumenta Fernando Carvalho. Mas, pior do que isso, “é a fraca qualidade dos materiais da maioria dos insufláveis”, denuncia o empresário. O responsável relata, ainda, que chegou a fechar temporariamente o negócio porque não consegue “competir com os preços da concorrência que não tem os equipamentos homologados”.

As licenças de ocupação do areal são emitidas pela Capitania do Porto da Nazaré, através da Agência Portuguesa do Ambiente. 

 

 

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