Terça-feira, Setembro 22, 2026
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Uma casa com mais de 60 anos no Sítio

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É preciso recuar 66 anos na vida de Virgínia da Florência, conhecida no Sítio por D. Gina, para partilhar as memórias que guarda da Casa Nazaré-Sítio. A casa serviu primeiro de habitação à família e mais tarde acabou por ser transformada numa casa de comércio, em particular, de artigos religiosos por força da lenda de Nossa Senhora da Nazaré e da proximidade geográfica ao Santuário.

É preciso recuar 66 anos na vida de Virgínia da Florência, conhecida no Sítio por D. Gina, para partilhar as memórias que guarda da Casa Nazaré-Sítio. A casa serviu primeiro de habitação à família e mais tarde acabou por ser transformada numa casa de comércio, em particular, de artigos religiosos por força da lenda de Nossa Senhora da Nazaré e da proximidade geográfica ao Santuário.

“Quando os meus pais abriram a loja no Sítio tudo o que havia para venda era à base de artigos religiosos. Havia várias imagens da Nossa Senhora da Nazaré e muitas bonecas da Nazaré. Na época, a minha mãe tinha aqui mulheres a trabalhar para confeção de bonecas para fornecer lojas em Fátima. Chegámos a ter também lá uma loja”, conta D. Gina, que se juntou ao negócio dos pais depois de ter concluído a 4.ª classe. “Os meus pais tiveram a loja em Fátima até eu ter uns 10 anos. A pensar no futuro das filhas, os meus pais tiveram de optar pela Nazaré ou por Fátima porque andavam sempre para a frente e para trás”, conta a comerciante.

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A família acabou por escolher a Nazaré e abrir uma loja de artigos regionais na Avenida, junto à praia, onde D. Gina trabalhou até se casar. Hoje em dia é uma das suas duas irmãs que gere essa loja. A casa, no Sítio, onde viviam acabou por ser dividida a “meio”.  “O meu pai combinou com o cunhado em dividir a casa e cada um ficou com uma parte”, explica a siteira. A sua outra irmã também gere uma loja de artigos regionais no… Sítio.

Aos artigos religiosos e às bonecas da Nazaré, que agora já compra, foi juntando outros artigos, como toalhas de mesa, “casaquinhos”, camisolas do Ronaldo ou barcos da Nazaré. “Ao culto da Nossa Senhora veio-se juntar a onda gigante e no verão, com a afluência de turistas, não paramos de trabalhar”, diz Virgínia da Florência, que ainda conta com a ajuda de uma empregada.

Este ano, e pela primeira vez, a casa esteve fechada por mais de três meses. “Até parecia que estava doente”, desabafa. Até então, havia portugueses que entravam na loja mas eram os estrangeiros que sustentavam o negócio. “E tanta falta me fazem… não havia dia que não atendesse brasileiros; agora nem vê-los”, lamenta D. Gina, que enquanto os autocarros não chegam vai tapando os artigos regionais que estão na rua com o chapéu de sol no Sítio que a viu nascer e crescer.

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