Domingo, Novembro 8, 2026
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Churrasqueira Silvestre: há um quarto de século a “virar frangos”

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São muitos anos a virar frangos. Para sermos mais rigorosos: há meio século que a Churrasqueira Silvestre, na Vestiaria, é um clássico da região para quem gosta de frango assado.

São muitos anos a virar frangos. Para sermos mais rigorosos: há meio século que a Churrasqueira Silvestre, na Vestiaria, é um clássico da região para quem gosta de frango assado.

O que começou por ser um “segundo ordenado” para Clara e José Silvestre passou a ser um negócio a tempo inteiro do casal e das duas filhas. “Trabalhava na Vestal e o meu marido na SPAL e como eram precisos mais uns trocos decidimos tentar a sorte e abrir uma churrasqueira take-away. Inicialmente a ideia era para funcionar apenas ao fim de semana”, recorda Clara Silvestre, enquanto acaba de preparar mais uma encomenda.

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Entre 1994 e 1998 foi assim que a Churrasqueira Silvestre funcionou. Depois, “os clientes começaram a pedir um sítio onde pudessem comer o frango” que era ali preparado e assado e foi aí que a churrasqueira evoluiu também para restaurante, com duas salas.

Seja para levar para casa ou comer no restaurante, a receita é sempre a mesma. “A frescura é o melhor tempero do frango”, esclarece Clara Silvestre, responsável por assar os frangos, que chegam “todos os dias” do fornecedor. E também o molho é confecionado diariamente, para “garantir a qualidade”.

Se o fornecedor é o mesmo de há 25 anos, com os clientes também se passa quase o mesmo. “Os nossos clientes são a nossa principal publicidade. Temos gente de todo o lado e normalmente são os mesmos”, conta a empresária. “No outro dia veio cá uma família da Marinha Grande e contaram-me que a filha mais nova chorava porque só queria comer o frango daqui”, conta Clara Silvestre.

O take-away vai equilibrando o negócio do restaurante, que desde há dois anos só funciona durante os almoços. “Isto é quase como o Euromilhões. Ou temos sorte e temos a casa cheia ou temos azar e quase não temos clientes”, afiança. Por esse motivo, a família tem vindo a alargar a oferta e a vender fruta, pão caseiro, broa e outros produtos de fornecedores de Alcobaça aos clientes que ali se desloquem para levar comida para casa ao almoço ou ao jantar. “Temos de nos ir adaptando aos tempos e à oferta cada vez mais maior no setor da restauração. Só não temos peixe”, nota a vestiariense, que até botijas de gás comercializa.

Com uma equipa de cinco funcionários, a Churrasqueira Silvestre é também conhecida como a Churrasqueira do Patusco, alcunha dada a José Silvestre, que delegou na mulher a função de porta-voz para esta entrevista. Mas, Clara Silvestre diz que o patrão é o “patusco”. E como “entre homem e mulher não se mete a colher”, venha mais um frango para a mesa, porque o que os clientes procuram e querem mesmo é o frango do Silvestre

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