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Foi no Forte de São Miguel Arcanjo, na Nazaré, que a Turismo Centro de Portugal apresentou, na passada segunda-feira, duas novas campanhas pensadas para prolongar a atividade turística para lá da época alta e distribuir melhor a procura pelos 100 municípios da região.
“Desapareça um Bocadinho” e “100 Destino no Centro de Portugal” partem de linguagens diferentes, mas convergem no mesmo objetivo: levar mais visitantes ao território, durante mais meses do ano, e transformar essa circulação em mais valor para a economia regional.
A primeira aposta segue uma linha mais emocional. Em 17 pequenos filmes produzidos para televisão, redes sociais e publicidade exterior, as personagens desaparecem da imagem no momento mais intenso da experiência. Fica a paisagem, ficam os sinais da presença e fica a ideia de desligar da pressa, das notificações e da rotina.
Ao REGIÃO DE CISTER, Rui Ventura explica que se trata de “uma campanha diferente, para um público diferente”, construída para dar a conhecer “o território como um todo, independentemente de ser verão ou não ser verão”. A campanha terá também presença em Espanha.
A praia no inverno, a Serra da Estrela com neve, as florestas no outono, a gastronomia, os vinhos, o património, a natureza e o turismo ativo entram assim numa narrativa pensada para afirmar o Centro de Portugal como destino para 365 dias.
A segunda campanha do Turismo do Centro muda de registo e entra diretamente no universo digital. “100 Destino no Centro de Portugal” vai acompanhar Miguel Mendes Pedro e Mariana Moreno numa viagem pelos 100 municípios da região, ao longo de cerca de dois anos, num total de 100 episódios.
Os protagonistas não são profissionais e essa escolha é assumida como parte da estratégia. “São dois jovens namorados e acho que vai despertar curiosidade nesse público jovem”, sublinha Rui Ventura. “Precisamos que esse público jovem descubra o Centro de Portugal. Se eles descobrirem, os mais velhos vão seguramente seguir caminho”. A série começa com dois episódios por semana e inclui ainda um passaporte digital, através do qual os utilizadores podem registar os destinos visitados e desbloquear selos. A lógica é simples. Usar o digital não para substituir a viagem, mas para criar vontade de a fazer.
Por detrás das duas campanhas está também uma preocupação de natureza económica. Depois de uma primeira metade do ano marcada pelos efeitos das tempestades e inundações em vários pontos da região, a Turismo Centro de Portugal quer recuperar procura, prolongar estadias e fazer chegar mais valor a destinos com diferentes níveis de notoriedade.
Rui Ventura afasta, contudo, a ideia de crescimento assente em turismo de massa. “Nós queremos turismo distribuído por 100 municípios, a trazer projetos de valor para o Centro de Portugal”, sublinha o presidente.
Na Nazaré, uma das portas mais conhecidas da região, ficou assim lançada uma estratégia que quer usar notoriedade, conteúdos digitais e promoção para fazer circular visitantes — e receita — por todo o Centro de Portugal.


