Carteiros de Alcobaça e Nazaré em greve contra falta de pessoal

Os carteiros do Centro de Distribuição Postal de Alcobaça e Nazaré encetaram uma greve diária de uma hora no dia 5 de dezembro, que se prolongará até ao próximo dia 29, num protesto contra a falta de pessoal. Esta situação está a afetar o serviço nos dois concelhos, havendo milhares de correspondências por entregar.

“No total de 26 trabalhadores, três deslocados, dois condicionados e um a tempo parcial, há duas dezenas que estão a cumprir greve diária sobre a primeira hora de trabalho, que varia entre as 7 e as 9 horas“, revelou ao REGIÃO DE CISTER Dina Serrenho do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT). A dirigente estima que, até à data, mais de 40 mil correspondências estejam “encaixotadas“. “Há pessoas que só estão a receber correspondência uma vez por semana”, nota. As situações mais preocupantes são as freguesias de Aljubarrota, Nazaré e Famalicão.

Os trabalhadores dos CTT reclamam por “mais pessoal”, de forma a responder “às exigências da empresa” e ao “padrão de qualidade de trabalho prestado à população”. Admitindo que os carteiros se sentem “pressionados”, a sindicalista acusa os CTT de fazer “ouvidos moucos“ às preocupações manifestadas pelos mesmos, nomeadamente a insuficiência de pessoal face ao aumento de trabalho.

A última reestruturação dos giros e o facto de haver “mais três voltas com 80 quilómetros cada” aumentou o tom do protesto dos carteiros, que têm vindo a reclamar por mais pessoal. “É humanamente impossível aguentar os ritmos de trabalho impostos e a sobrecarga de trabalho”, contesta a dirigente, entendendo que seriam necessários, pelo menos, mais cinco trabalhadores, para garantir os serviços mínimos à população.

Numa época em que o número de objetos distribuídos aumenta, está ainda marcada uma greve geral dos trabalhadores dos CTT para os próximos dias 21 e 22 “pela Reversão da Privatização dos CTT, pela Defesa dos Postos de Trabalho e Por Melhores Condições de Trabalho”. 

O REGIÃO DE CISTER tentou contactar a empresa para obter esclarecimentos sobre o assunto e revelar eventuais medidas tomadas para resolver o problema, mas até à data não foi possível.