D. Inês de Castro e a sua pomba Pimba voam para livro

Natacha Costa Pereira apresenta, a 30 de novembro, na Granja de Cister, às 18 horas, a antologia "A incrível vida (depois da morte) de D. Inês de Castro e sua pomba Pimba", livro que reúne todos os cartoons publicados no REGIÃO DE CISTER desde março de 2015.

A Pimba já anda em contagem decrescente e pelo que o REGIÃO DE CISTER conseguiu apurar, as duas mostram-se “satisfeitas” por finalmente aparecerem na capa de qualquer coisa. Já Natacha Costa Pereira confessa-se “felicíssima”, embora com “alguma vergonha pelos desastrosos desenhos do princípio”. “Ponderei até redesenhar alguns, mas não estaria a ser honesta. Além disso, é bom ficar o registo de como as personagens se desenvolvem e se modificam com o passar do tempo”, conta a alcobacense, mais conhecida por criar e dar vida às marionetas nos espetáculos da S.A. Marionetas.

Mas, “o facto de ter dois super-heróis-amigos” a amparar-lhe a empreitada também ajudou muito. Natacha Costa Pereira fala de Leonardo Cruz, “para os que ainda não tiveram a  felicidade de serem seus amigos”, ou “Len” para os outros, e Carlos Gil Moreira, que “além de ser também um amigo muito querido, é uma espécie de segundo pai” para a autora. A eles a cartoonista conferiu a tarefa de comentar as tiras que quisessem entre as 139 publicadas.

O lançamento desta obra está integrado nas comemorações do 25.º aniversário do REGIÃO DE CISTER, cujo diretor classifica de “uma feliz ideia”. “Reunir todas as tiras num livro permite-nos ter noção da evolução dos personagens ao longo do tempo. O facto de haver comentários que contextualizam os cartoons torna a obra ainda mais feliz”, frisa Joaquim Paulo, que agradece a “colaboração inestimável” de Natacha Costa Pereira. “Faça chuva ou faça sol, esteja em Alcobaça ou no estrangeiro, a Natacha faz-nos sempre chegar o cartoon da semana. Isso acontece sempre em dia de fecho, quando estamos pressionados pelos timings, mas na redação todos paramos um minuto para saborear o humor refinado da pomba Pimba e de D. Inês”, conclui o jornalista.

Para a autora, o mais difícil é dar vida todas as semanas às duas personagens, que têm tanto de previsível, como de imprevisível. “Normalmente, o assunto surge de uma de duas coisas: ou de um acontecimento relevante passado durante a semana ou de absolutamente nada. Às vezes gosto simplesmente de falar de emoções ou da falta delas, outras apenas de deixar uma pergunta no ar. Pode acontecer apenas andar angustiada com alguma coisa profundamente injusta que li ou que vi, e não consigo não falar daquilo. É uma espécie de purga”, confessa Natacha Costa Pereira, que admite “falar mais” com a Pimba para encontrar o assunto do desenho que vai publicar semana após semana.