Jomazé alia design e inovação à cerâmica decorativa

JO de João, MA de Mário e ZÉ de José só podia dar Jomazé, uma “fórmula” que, graças à aposta no design e na inovação, tem dado as suas multiplicações no mercado interno e externo no setor da cerâmica decorativa.
A Jomazé, fundada em 1980 pelos atuais três sócios, começou pequena em dimensão mas grande em ambição. “Era bancário e os dois outros sócios trabalhavam na cerâmica. Juntos queríamos montar a nossa própria ‘fabriqueta’”, recorda José Graça, um dos administradores da empresa. 
Os iniciais 600 metros quadrados depressa se transformaram em pouco espaço e a fábrica foi crescendo, à medida que as encomendas também aumentavam. “Inicialmente, era uma produção pequena e todos os produtos eram escoados para o mercado nacional. Fabricava-se a tradicional louça portuguesa, mais dedicada ao setor das flores, como jarros e vasos”, recorda o empresário.
Após uma profunda restruturação da empresa, durante o ano de 2000, a unidade fabril da Póvoa adaptou-se às novas exigências e respondeu com inovação e criatividade às solicitações dos clientes. “A exigência da qualidade e do mercado obrigou-nos a reformular os nossos meios de produção e a apostar no design, na qualidade e no serviço“, explica João Xavier, também sócio-gerente. 
Mas foi no ano de 2009 que a empresa “atravessou o deserto”. Encerrar ou continuar? Perante muitas dificuldades, a Jomazé optou pela segunda hipótese, sabendo ao longo dos anos fidelizar cativar os clientes, que trouxeram a tão desejada estabilidade à empresa.
Estados Unidos da América, Inglaterra, França, Dinamarca e, mais recentemente, México e Colômbia são alguns dos países que já se renderam aos encantos das peças da Jomazé, que exporta 98% da sua produção, sendo que 70% é absorvida pelo mercado europeu.
Também a presença em feiras internacionais e as visitas constantes aos clientes têm sido uma chave de sucesso para que a empresa já se tenha afirmado uma referência no setor. “Queremos ser uma empresa exemplar e continuar a revitalizar o mercado”, reforça Mário Sousa, para quem “a cerâmica que se faz em Alcobaça é a melhor do País e, senão do mundo”. 

Empresas com fortes ligações
Parceria com Arfai permite criar marca inovadora

O projeto que junta madeira, vidro, cortiça ou arame à cerâmica chama-se “Home Living Ceramics”, marca que a Jomazé criou, em parceria, com a IGM/Arfai. 
A empresa de cerâmica decorativa de Aljubarrota tem sido, aliás, a principal parceira da Jomazé. “A parceria tem-nos permitido chegar a outros clientes, desenvolver novos produtos e fortalecer a nossa imagem comercial”, explica José Graça, um dos administradores da empresa de cerâmica de Cós. “Trabalhamos muito bem em conjunto e procuramos sempre inovar”, salienta Nuno Graça, diretor comercial da Jomazé.
Ambas as empresas têm procurado desenvolver conjuntamento projetos que potenciem a capacidade técnica e que vá de encontro às tendências e necessidades do mercado. “O caminho da inovação e da criatividade é a principal forma de singrar e obter resultados”, remata Mário Sousa, também sócio da Jomazé.

 

Empresa da Póvoa aposta na criatividade de um produto tradicional na região
“Alcobaça ganha com o nosso sucesso”
3 perguntas a... José Graça

Qualidade, inovação e design são as palavras de ordem da Jomazé. Um dos sócios e fundadoras da empresa de Cós acredita que a região também pode ganhar com este sucesso
 

REGIÃO DE CISTER (RC) > O que diferencia a Jomazé no setor da cerâmica? 
José Graça (JS) > O design, a qualidade do produto e o serviço prestado ao cliente. Hoje em dia, não é permitido que o mesmo cliente veja o mesmo produto duas vezes. Não há mês nenhum que a Jomazé não produza algo novo. As peças em vidro, madeira, cortiça ou arame, resultado da parceria com a Arfai, são um exemplo da exigência do mercado e dos clientes.

RC > De que forma os recursos humanos são uma mais-valia da empresa?
JS > São sempre uma mais-valia. Tentamos dar-lhes as melhores condições possíveis de trabalho. Já remodelámos o refeitório, fazemos um passeio anual... há sempre uma preocupação com os nossos trabalhadores, alguns com mais de três décadas à casa. 

RC > Numa região em que a cerâmica tem fortes tradições e preponderância, o que pode ganhar o concelho com o sucesso destas empresas?  
JS > Alcobaça ganha sempre com o sucesso das empresas. Os nossos clientes, por exemplo, ficam hospedados nos hotéis, almoçam ou jantam nos nossos restaurantes e há sempre a preocupação de valorizar aquilo que é nosso. Hoje já são eles que pedem para ir conhecer ou ver.

BI

Designação: 
Jomazé, Louças Artísticas e decorativas
Fundação: 
1980
Número de Trabalhadores: 
46
Administração: 
João Xavier, Mário Sousa e José Graça
Actividade: 
Faiança decorativa
Facturação: 
Não divulgado
Principais produtos: 
Faiança ornamental e utilitária
Sede: 
Rua das Barrias, 60 Póvoa 2460-455 Cós
Telefone: 
262 540 120
Fax: 
262 540 129
98
É a percentagem do volume de exportação da empresa que entrou, recentemente, com os seus produtos no México e na Colômbia