Domingo, Maio 3, 2026
Domingo, Maio 3, 2026

Insufláveis no areal da Nazaré preocupam moradores e empresários

Data:

Partilhar artigo:

Nem o vento forte que se tem sentido nos últimos dias e, muito menos, as bandeiras amarela e vermelha impedem os mais novos de se divertir no areal da praia da Nazaré.

Nem o vento forte que se tem sentido nos últimos dias e, muito menos, as bandeiras amarela e vermelha impedem os mais novos de se divertir no areal da praia da Nazaré. Quando o sol não bate e o mar está “ruim”, as crianças têm à disposição mais de uma dezena de insufláveis e brincadeiras no areal da praia. 

Mas, para os comerciantes e moradores ouvidos pelo REGIÃO DE CISTER, a colocação destes equipamentos no areal configura uma fonte de “poluição visual”. Além disso, e no caso de um empresário que detém um estabelecimento comercial na Avenida Manuel Remígio, mais conhecida por Marginal, a colocação dos equipamentos é “prejudicial para o negócio”, uma vez que “tapa a vista para o mar” que o espaço costumava ter. No entanto, para outro empresário, as brincadeiras “atraem muita gente que acaba por comprar sempre qualquer coisa”.

Região de Cister - Assine já!

Entre a Rua das Hortas e a Rua dos Galeões estão colocados 16 insufláveis, pistas de corridas de carros e trampolins ao longo de mais de uma centena de metros. Recentemente têm circulado, nas redes sociais, várias fotografias e testemunhos mostrando algum descontentamento em relação à colocação das brincadeiras e, em particular, à quantidade. No entanto, os mais novos continuam a frequentar os espaços de brincadeiras que, em muitos casos, funcionam desde as primeiras horas da manhã até por volta da meia-noite.

Há mais de uma dezena de insufláveis e brincadeiras para as crianças instalados no areal da praia da Nazaré. A população e empresários com negócios na Marginal estão preocupados com o “excesso” de equipamentos que está a causar “poluição visual”

A colocação de mais de uma dezena de equipamentos não preocupa só moradores e comerciantes. Também o animador turístico Fernando Carvalho considera que há um “exagero descabido” no número de diversões. O nazareno é um dos empresários que há mais tempo trabalha no areal. Quando, há cerca de uma década, colocou o trampolim na areia “havia apenas mais dois equipamentos”, conta, em declarações ao REGIÃO DE CISTER. “Podia haver diversidade, mas não há”, argumenta Fernando Carvalho. Mas, pior do que isso, “é a fraca qualidade dos materiais da maioria dos insufláveis”, denuncia o empresário. O responsável relata, ainda, que chegou a fechar temporariamente o negócio porque não consegue “competir com os preços da concorrência que não tem os equipamentos homologados”.

As licenças de ocupação do areal são emitidas pela Capitania do Porto da Nazaré, através da Agência Portuguesa do Ambiente. 

 

 

AD Footer

Artigos Relacionados

Casas no litoral à venda por três mil euros o metro quadrado

Comprar casa no litoral de Alcobaça e Nazaré é cada vez mais caro. Na Nazaré, o preço médio...

Diana Azevedo vai ser a primeira mulher à frente da Capitania da Nazaré

A capitão-tenente Diana Oliveira Martins Azevedo foi nomeada para o cargo de capitão do Porto da Nazaré, com...

Porto de Mós, Nazaré e Alcobaça em destaque no índice de presença digital autárquica

Os municípios de Porto de Mós, Nazaré e Alcobaça destacam-se no estudo “Presença na Internet das Câmaras Municipais...

Memória dos combatentes perpetuada em Famalicão

A memória dos antigos combatentes de Famalicão ficou inscrita no espaço público no dia 25 de Abril, com...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!