Sábado, Outubro 10, 2026
Sábado, Outubro 10, 2026

Australis garante contrapartidas para prospeção de gás

Data:

Partilhar artigo:

O CEO da Australis Oil & Gas anunciou, esta segunda-feira, numa sessão de esclarecimento em Aljubarrota, que a subsidiária portuguesa pretende instalar a sede social no concelho de Alcobaça, caso a exploração de gás natural na concessão “Batalha” se revele comercialmente rentável.

O CEO da Australis Oil & Gas anunciou, esta segunda-feira, numa sessão de esclarecimento em Aljubarrota, que a subsidiária portuguesa pretende instalar a sede social no concelho de Alcobaça, caso a exploração de gás natural na concessão “Batalha” se revele comercialmente rentável.

Perante uma plateia de cerca de três dezenas de pessoas, Ian Lusted assegurou que esta medida pode trazer “contrapartidas financeiras” para a Câmara de Alcobaça de “dezenas de milhões de euros”, nomeadamente ao nível dos impostos locais. “Pretendemos dar benefícios à comunidade local e essa é uma das vantagens que podemos propor”, salientou o responsável.

Região de Cister - Assine Já!

Outro impacto do avanço do projeto prende-se com os reflexos diretos na economia local. A esse respeito, o empresário explicou que a construção de cada poço custa cerca de 10 milhões de dólares e que, durante as obras, estima-se que as empresas da região façam negócios na ordem dos 1,5 milhões de euros.

O representante da empresa australiana procurou sossegar as preocupações dos moradores, autarcas e ambientalistas presentes, assegurando que “não há intenção de avançar com o processo de fracking” e que os aquíferos “estarão protegidos”, pela forma como a empresa, que aguarda a conclusão do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para dar “novos passos” no projeto, procederá aos furos.

Caso o EIA seja favorável, a Australis estima realizar a prospeção no subsolo durante três meses, seguindo-se um período de testes de seis meses. “Depois desse período não há [trânsito de] camiões e o ruído fica restrito à zona do poço”, informou Ian Lusted, salientando que na prospeção não será utilizado o nitrogénio, também por questões de poluição sonora.

Presente na sessão, o presidente da Câmara de Alcobaça reiterou o que já tinha dito antes: a autarquia espera pela conclusão do EIA para “tomar uma posição definitiva” sobre o assunto. Paulo Inácio declarou, por outro lado, que se o projeto avançar é “óbvio que terá de haver contrapartidas importantes, nomeadamente com Aljubarrota”.

AD Footer

Artigos Relacionados

Município vence categoria dos Prémios Nacionais de Educação com “Smile Dogs”

O projeto “Smile Dogs” valeu ao Município de Porto de Mós o 1.º prémio na categoria “Fomento das...

Benedita Cuida de pessoas que têm (ou já tiveram) cancro

Ser doente oncológico é lutar contra o próprio corpo e também lutar contra a própria mente, que, por...

Escola Básica renovada num investimento de 55 mil euros

A Escola Básica da Vestiaria foi alvo de uma requalificação que obrigou a um investimento de 55 mil...

Partido Socialista alerta para redução de efetivos na PSP de Alcobaça

A deputada municipal do PS Eugénia Rodrigues alertou, na sessão da Assembleia Municipal de Alcobaça, para a redução...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!