Sábado, Outubro 24, 2026
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Criado movimento para abrir centro de diálise na Benedita

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Inaugurado em junho do ano passado, o Centro Médico de Diálise da Benedita, instalado na Policlínica da vila, continua a aguardar a convenção com o Estado para servir cerca de 150 doentes com insuficência renal crónica nos concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha e Rio Maior. 

Inaugurado em junho do ano passado, o Centro Médico de Diálise da Benedita, instalado na Policlínica da vila, continua a aguardar a convenção com o Estado para servir cerca de 150 doentes com insuficência renal crónica nos concelhos de Alcobaça, Caldas da Rainha e Rio Maior. 

Devido ao arrastar do processo, foi criado um movimento popular que apela à atribuição da convenção pelo Serviço Nacional de Saúde à unidade do Grupo H Saúde, já depois de ter sido entregue no Parlamento uma petição com milhares de assinaturas exigindo a abertura daquele equipamento. 

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“Temos as máquinas ligadas e não podemos tratar as pessoas”, lamenta António José Henriques, administrador do Grupo H Saúde, proprietário da Policlínica, que conta com o apoio de utentes e familiares e também do anterior presidente da Junta da Benedita, João Raul, que considera que “não faz sentido que o Centro de Diálise não tenha aberto, quase um ano depois da inauguração”.

Maria de Lurdes Pedro, que sucedeu a João Raul na Junta, apela “a quem é responsável pelo entrave desta situação” para que “resolva o problema”. A autarca diz que está em causa “o bem estar das pessoas” e que seria possível minimizar o “sofrimento brutal destas pessoas”, caso a unidade de saúde entrasse em funcionamento.

António José Henriques sublinha que o investimento feito pretende “servir a população”. “É inacreditável que este centro esteja fechado. O nosso espírito não é comercial”, assegura o responsável, salientando que o Estado poderá poupar “milhares de euros em transporte de doentes” e “melhorar a qualidade de vida destas pessoas”.

Natalino Silva é um dos inconformados com o impasse. Residente nos Candeeiros, a 5 minutos da Policlínica, viu-se obrigado durante anos a levar a mulher, entretanto falecida, a tratar-s nos Parceiros. “O nosso país é um país do faz de conta”, lamenta o cuidador. 

Odete Gabriel é outra queixosa. Podia fazer o tratamento de que necessita três vezes por semana perto de casa, mas tem de deslocar-se de táxi. Os custos de transporte, de cerca de 1.100 euros/mês, são suportados pela ADSE, mas nem isso acalma a habitante dos Candeeiros.

Maria Teresa Silva cuida da mãe, Emília, desde que há quatro anos houve necessidade de a habitante do Bairro da Figueira passar a fazer hemodiálise. “Ela faz tratamento nos Parceiros e tenho de a arranjar uma hora antes. Vêm buscá-la às 10 horas da manhã e regressa às 19”, frisa.

O caso mais paradigmático é o de Natalino Ferreira, que é vizinho da Policlínica. Mora a 10 metros do centro de diálise, mas tem de deslocar-se na ambulância. “Fico muito cansado e tenho isto ao pé de casa”, lamenta.

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