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Zé da Génia: a casa de família que faz as delícias dos clientes

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Poucos saberão quem é José Forreta. Mas se falarmos em “Zé da Génia” a conversa é outra. José, filho de Eugénia ou Génia, já tinha a alcunha quando em 1988 abriu, com a mulher, na Junqueira, uma pequena mercearia, a que chamou… “Zé da Génia”. 

Poucos saberão quem é José Forreta. Mas se falarmos em “Zé da Génia” a conversa é outra. José, filho de Eugénia ou Génia, já tinha a alcunha quando em 1988 abriu, com a mulher, na Junqueira, uma pequena mercearia, a que chamou… “Zé da Génia”.

Anos mais tarde, em 1994, o negócio evoluiu para mercearia e café. Mais recentemente, os filhos de “Zé da Génia” asseguram também o catering de eventos e festas de empresas. Mas, vamos por partes.

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Há 32 anos, José e Fátima Forreta abriram uma pequena mercearia num espaço arrendado, que servia as pessoas da Junqueira. Anos mais tarde, apostaram num restaurante para fazer crescer o negócio num outro espaço mas na mesma rua –  a Principal.

Durante mais de uma década, o casal foi ganhando fama com os grelhados e a sopa da pedra, enchendo a sala de refeições do restaurante, que mais tarde, foi renovada e aumentada. A mercearia continua a funcionar, mas é o restaurante que tem dado fôlego e mais trabalho a esta casa com história.

“Temos clientes que vêm de propósito à Junqueira para vir aqui comer”, aponta José Forreta, destacando que os clientes e empregados são tratados pelo nome e dali nunca ninguém saiu de barriga vazia. Nem mesmo quem chegou a pedir comida e não tinha como pagar. “Nunca negámos uma refeição a quem precisasse”, salienta Fátima, considerando que a confiança com os clientes é uma das “receitas para o sucesso”. “Não vendemos fiado, mas por vezes deixamos que algum cliente pague depois”, assevera a comerciante.

Apesar de alguns sobressaltos provocados por crises financeiras, o negócio do “Zé da Génia” conseguiu sempre resistir. Em 2004 “ganhou” três novos impulsos. Os filhos Paulo, Sílvia e Raquel Almeida alargaram o negócio ao serviço de catering com a Quinta das Carrascas e a Quinta da Pedra Redonda e desde então organizam casamentos, batizados, festas de aniversários e eventos. 

“Já chegámos a servir 1200 pessoas e, por vezes, servimos em dois eventos distintos em simultâneo”, reitera o filho mais velho, de 41 anos, lamentando os impactos provocados pela pandemia. “Com as restrições reduzimos em cerca de 80% o número de eventos”, salienta um dos sócios da empresa que emprega sete funcionários e que tem outros que trabalham em regime de part-time.

“Além de fazermos serviços de catering na região também realizamos eventos em Lisboa, Pombal e outros pontos da região”, afirma, acrescentando que num ano normal costumam servir em mais de uma centena de eventos. 

Apesar do grande crescimento que registou no serviço de catering, a família continua a manter viva a “alma” do negócio que começou há 32 anos.  Fátima Forreta já celebrou 65 primaveras e anteontem “Zé da Génia” soprou as velas do seu 67.º aniversário.

O próximo bolo será para assinalar mais um ano de atividade do Zé da Génia, mas só depois de uma sopa da pedra e de um bacalhau… à Zé da Génia.

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