Sábado, Novembro 7, 2026
Sábado, Novembro 7, 2026

Mosteiro de Coz (des)espera por classificação nacional

Data:

Partilhar artigo:

Há nove meses que foi publicado em Diário da República  o projeto de reclassificação do Mosteiro de Coz como monumento nacional, mas o processo está parado desde então.

Há nove meses que foi publicado em Diário da República  o projeto de reclassificação do Mosteiro de Coz como monumento nacional, mas o processo está parado desde então.

Em causa está a candidatura da Câmara de Alcobaça com vista à ampliação da classificação da Igreja de Santa Maria de Coz, à reclassificação como monumento nacional e à redenominação para “Igreja e parte do antigo dormitório e restantes dependências do Mosteiro de Santa Maria de Coz”.

Região de Cister - Assine Já!

“Há partes do Mosteiro que estão a deteriorar-se dia após dia”, alerta o presidente da União de Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes, referindo-se ao telhado e aos painéis em madeira, únicos em monumentos da Ordem de Cister. “Do lado do rio e do lado da estrada, está tudo negro e a meter água”, denuncia Álvaro Santo.

O presidente da Câmara de Alcobaça está preocupado com a situação, mas Paulo Inácio lembra que se trata de uma responsabilidade do Estado e sublinha que “só com a classificação de monumento nacional o Mosteiro pode ser candidatado a apoios comunitários”.

Paulo Inácio diz não entender a demora, depois de ter recebido a garantia da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) de que “está tudo tratado” para a publicação da classificação de monumento nacional em Diário da República. “Até agora, nada”, lamenta o edil, que diz que “a Câmara só pode pressionar”. Contactada pelo REGIÃO DE CISTER, fonte da assessoria da DGPC garantiu responder assim que possível.

A candidatura a Monumento Nacional foi submetida em 2015 ao Ministério da Cultura, tendo o procedimento de reclassificação sido aberto pela DGPC em março de 2017.

Em simultâneo, a autarquia avançou para a aquisição da antiga propriedade monástica e desenvolveu uma primeira fase de recuperação e valorização do espaço urbanístico e paisagístico, demolindo as habitações adjacentes ao mosteiro. Em 2016, promoveu a integração do mosteiro na Carta Europeia de Abadias e Sítios Cistercienses, que se dedica a partilhar e promover o património e o legado europeu da Ordem de Cister.

Há cinco anos que se realizam visitas guiadas ao monumento. Desde que abriu ao público, o número de visitantes tem aumentado todos os anos. Em 2016 registaram-se 1.293 visitas, em 2017 foram 4.976, em 2018 registaram-se 5.027 e em 2019 foram 4.467. Em 2020, de janeiro a março registaram-se 749 e de junho a dezembro foram 1.649. No total, registaram-se 19.161 visitas desde o início, de acordo com dados disponibilizados pelo responsável do projeto de artesanato local Coz’ART, Eurico Leonardo, que promove as visitas guiadas ao monumento.

O Mosteiro de Coz remonta ao início do século XIII, época em que o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça adquiriu propriedades em Coz, para o então abade de Alcobaça, D. Fernando, iniciar um cenóbio, destinado a acolher mulheres (solteiras ou viúvas) que desejavam levar uma vida religiosa.

AD Footer

Artigos Relacionados

A pressão da elite roubou-lhe a felicidade (plena) do desporto. Agora alerta para ajudar os outros

Representou a Seleção Nacional feminina de hóquei em patins em cinco campeonatos do Mundo e em três Europeus,...

Câmara da Nazaré volta a desobstruir foz do Rio Alcoa e pede solução definitiva

A Câmara da Nazaré avançou com a desobstrução da foz do Rio Alcoa, que se encontrava completamente fechada...

Obras de estabilização na Rua Miguel Bombarda já iniciaram e custam 700 mil euros

Encontram-se a decorrer as obras de estabilização do escorregamento na Rua Miguel Bombarda, junto ao cruzamento com a...

Reabilitação dos passadiços de Paredes da Vitória está em fase de conclusão

Está em fase de conclusão a requalificação das infraestruturas de apoio balnear da Praia de Paredes da Vitória,...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!