Segunda-feira, Junho 17, 2024
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Fernando Ribeiro

Fernando Ribeiro estudou Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Publicou três livros de poesia, Como Escavar um Abismo (2001), As Feridas Essenciais (2004), e o Diálogo de Vultos (2007). Escreveu ainda o livro em prosa, Senhora Vingança (2011). Participou também no projecto "A Sombra Sobre Lisboa - Contos Lovecraftianos na cidade das sete colinas". Uma obra literária que conta com vários autores e que invoca os mundos de Lovecraft adaptados à cidade de Lisboa. Escreveu as introduções para Os Melhores Contos de Howard Phillips Lovecraft, editado em 2005, e traduziu para português a biografia em BD Lovecraft. Escreveu, também e regularmente, para a revista de metal portuguesa LOUD! na coluna mensal intitulada The Eternal Spectator, é também vocalista da banda Moonspell.

À “nossa” imagem

Cada vez que saio de casa para pôr o lixo, passo por baixo de um cartaz do messiânico Chega. É apropriado. Afinal, ele irá mudar e salvar o país, nem que para isso tenha de pedir emprestada a energia aos vizinhos da esquerda, como fez o seu homónimo argentino. Depois do psicadélico mural da JMJ, ali para durar na avenida do...

Quem tem medo do 25 de Abril? Alcobaça tem

O Lúmen é um espetáculo magnifico, com um contexto próprio a uma cidade que reclama o amor imortal de Pedro e Inês, apesar de sabermos que nada disto se passou aqui e que a Alcobaça foi somente consagrado o descanso eterno dos amantes. É uma performance que envolve a comunidade local e só podemos dar graças à SA Marionetas...

Mercado de Alcobaça

São muitas as pessoas que me interpelam na rua para me parabenizar pelos artigos que aqui escrevo, “sem papas na língua”, neste jornal, mas acho que sou eu que aproveito o ensejo para agradecer a oportunidade de o fazer e, sobretudo, de pensar Alcobaça. Nem sempre é fácil dizer bem. Não o faço por mal mas apenas porque, por...

Quem é quem?

Quem é quem? Quem é Portugal? Quem somos nós? Um dia, tentei explicar isto mesmo a uma amiga brasileira “tens de ver que o português quer, mas não quer, gosta mas não gosta, aceita mas reprova…” Ela ficou confusa, mas eu, eu nasci confuso e assim se contam décadas e décadas a tentar perceber quem somos, desde Pessoa, o poeta, ao José...

A hora da sopa

Houve Sol em fevereiro e, tal como os caracóis, os Porsches de Alcobaça meteram os corninhos ao Sol. Houve também Carnaval, uma ocasião especial em que a cidade ressuscita no Rossio e na tenda. Eu nem ando de Porsche, nem fui jogar ao Carnaval, mas vou sempre à rua pela hora de almoço, ou porque me despacho do trabalho...

Pavilhão Chinês

Glamour? É uma palavra que está em voga em Alcobaça, mas não pelas melhores razões. Uma das coisas que tem desaparecido da cidade é exatamente esse “glamour” que, em tempos a destacava, incontestável no Oeste. Desde as romarias intemporais ao Mosteiro; até aos loucos anos 90, com o caminho a indicar a noite de Alcobaça para o Bar Ben...

Natal

Quem faz o Natal para todos nós? São os amigos. Era assim o refrão de um dos temas que mais rodava na minha casa, na véspera de Natal. Com letra de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa, era interpretado pelos Operários do Natal e falava da importância do trabalho. A esse tema juntava-se, na contagem decrescente para abrir as...

A geografia dos romances

Estou, mesmo agora, agorinha, na livraria A-das-Artes, em Sines pela morrinha da tarde, a aproveitar o Sol desta cidade de que tanto se tem falado ultimamente, nem sempre pelas suas melhores razões. A ocasião é muito boa já que tenho muita história pessoal com a terra-mãe de Vasco da Gama. Esta é mais uma data na minha digressão a...
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