Quinta-feira, Janeiro 16, 2025
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Leandro Santos: “Coloquei a fasquia muito alta para as condições que tinha”

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Nascido a 1 de fevereiro de 1979, o maiorguense dedicou toda a vida ao desporto. Desde logo quando, em criança, deu os primeiros chutos pelo Ginásio, o clube do seu coração e que representou durante grande parte da sua vida. Labora atualmente com o pelouro do Desporto da Câmara de Alcobaça, trabalhando também na coordenação do Centro Escolar de Alcobaça. Começou a carreira de treinador nos azuis, seguindo-se uma feliz passagem pelo Beneditense, entre 2015 e 2018, antes de regressar ao Municipal de Alcobaça para se tornar no treinador que mais tempo orientou os seniores consecutivamente e o técnico com mais jogos na Honra.

Na hora da saída, e sem títulos para apresentar aos adeptos, Leandro Santos assume que o balanço da passagem no cargo de treinador principal do Ginásio “não foi positivo”. Mas justifica: “Isso aconteceu porque, provavelmente, coloquei sempre a fasquia muito alta para as condições que tinha. Não consegui nenhum objetivo a que me propus, no entanto as inúmeras dificuldades que passei no clube, a todos os níveis, fizeram-me crescer muito enquanto treinador e enquanto pessoa. Acredito, e pelo que me lembro desde que acompanho o Ginásio, nenhum treinador aqui passou por tantas dificuldades e tantos problemas como eu passei. Mas, independentemente de tudo isso, foi um orgulho representar este clube, assim como privar com algumas pessoas durante estes cinco anos e meio.”

Por agora, o treinador precisa “descansar e recuperar forças” e “aproveitar para aprofundar conhecimentos”, desejando que o Ginásio encontre “um fio condutor, que defina o que quer, principalmente para a equipa sénior do clube”. “Que forme uma Direção forte, unida, dinâmica, de grande entreajuda e com todos direcionados no mesmo interesse. Desejo também que consiga ter mais um campo para que o clube possa, por um lado aumentar ainda mais o número de atletas a praticar futebol, mas também para que isso aconteça com melhores condições de trabalho para os treinadores e atletas”, considera o antigo jogador dos azuis, que não tem dúvidas: “A porta estará sempre aberta, dependendo do que o clube quiser ou precisar de mim, mas acima de tudo dependendo sempre das pessoas que estiverem à frente do clube.”

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