Há seis meses, a Mercearia da Martingança, no centro da aldeia, mudou de mãos. Vera Fernandes, de 46 anos, deixou o trabalho por conta de outrem e assumiu a gestão do único estabelecimento do género na localidade, garantindo a continuidade de um serviço de proximidade particularmente importante para a população mais envelhecida.
A decisão surgiu quase por acaso. “Foi numa conversa. Percebemos que o anterior proprietário queria sair e começámos a falar na possibilidade de ficarmos com a mercearia. Depois decidimos arriscar”, recorda. Até então, trabalhava na Sofima, na Maceira, e a passagem para um negócio próprio implicou uma mudança significativa. “Foi um grande passo. Trabalhar por conta de outrem e passar a trabalhar por conta própria é sempre um risco. Tive algum receio”, admite.
Natural da Marinha Grande, mas com raízes familiares na Martingança, Vera conhecia bem a importância do espaço para a terra. Numa localidade onde há moradores com dificuldades de mobilidade, a mercearia permite assegurar as compras do dia a dia sem necessidade de sair da povoação. “Para a terra, a mercearia é importante. As pessoas vêm diariamente buscar fruta e pão. É uma necessidade da própria localidade”, sublinha.
O estabelecimento disponibiliza géneros alimentares, produtos e higiene e outros artigos de uso corrente, além de máquina de tabaco. Os produtos frescos chegam diariamente, com o pão e a fruta entre os artigos mais procurados. A proximidade com os clientes é uma das marcas do negócio e seis meses depois o balanço é simples. “Está a correr bem”, resume Vera Fernandes.
A mercearia funciona de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 13 horas e das 15 às 19 horas, e ao sábado apenas durante a manhã, encerrando aos domingos e feriados.


