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Festival da Sardinha, novo letreiro turístico, Mercado da Bagageira. Em poucas semanas, a AMA Vale Furado encadeou iniciativas dentro e fora da praia e deu sinais de uma atividade associativa em aceleração, apostada em ganhar presença no território e em criar novos momentos de encontro.
O exemplo mais expressivo chegou nos dias 5 e 6 de setembro, com a primeira edição do Festival da Sardinha de Vale Furado. A organização estima que entre 1.800 e 2.000 pessoas tenham passado pelo recinto ao longo dos dois dias, num programa que juntou gastronomia, música, jogos tradicionais e convívio. “Sendo o nosso 1.º Festival da Sardinha, podemos dizer que foi um sucesso”, resumiu João Coelho, presidente da Associação de Proprietários, Moradores e Amigos de Vale Furado, em declarações ao REGIÃO DE CISTER.
José Xavier e os Amigos do Cavaquinho de Pataias fizeram parte da animação de um festival que recuperou o ambiente das sardinhadas populares e que poderá agora ganhar lugar no calendário da associação.
Nesse fim de semana, Vale Furado ganhou também uma nova imagem de referência. A AMA inaugurou o letreiro turístico com o nome da praia, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança, Dário Moleiro, e do vereador da Câmara de Alcobaça José Mendes. João Coelho definiu a estrutura como um “símbolo da identidade, da beleza e do orgulho da nossa terra”, numa iniciativa destinada a reforçar a promoção e o sentimento de pertença em torno de Vale Furado.
A dinâmica da associação não ficou, contudo, limitada à praia. No passado domingo, a AMA levou até à Praça Comendador Joaquim Matias, em Pataias, a primeira edição do Mercado da Bagageira, dedicado à venda e troca de artigos em segunda mão.
Nas palavras de João Coelho, o evento superou as expectativas. “Conseguimos atingir a nossa grande meta, que era esgotar as inscrições e criar um ambiente super familiar entre quem estava a vender e quem nos visitou”, constata o presidente da AMA, que destaca ainda a adesão do público, o movimento na zona de comidas e bebidas e o sucesso das “Furadinhas”. E a ideia de continuidade ganhou força logo na estreia. “Os participantes e visitantes já estavam a perguntar para quando uma segunda edição”, conta, admitindo que o plano é transformar o Mercado da Bagageira numa iniciativa regular e calendarizada. A realização do mercado fora de Vale Furado é também reveladora de uma associação que procura alargar a sua intervenção e criar pontes com o restante território da freguesia, admite o presidente. Fundada em 2019, a AMA tem conciliado a organização de momentos recreativos e comunitários com o acompanhamento de matérias relacionadas com a praia, nomeadamente acessos, segurança, estacionamento ou proteção ambiental.


