Sábado, Junho 13, 2026
Sábado, Junho 13, 2026

Junta da Benedita quer ficar com receitas das eólicas

Data:

Partilhar artigo:

A Junta da Benedita está a ponderar a criação de uma associação de compartes para poder reaver os terrenos baldios onde estão instaladas as ventoinhas eólicas, atualmente propriedade da Câmara de Alcobaça. 

A Junta da Benedita está a ponderar a criação de uma associação de compartes para poder reaver os terrenos baldios onde estão instaladas as ventoinhas eólicas, atualmente propriedade da Câmara de Alcobaça. 

A intenção foi anunciada por João Mateus Raul durante a última reunião da Assembleia de Freguesia, na qual foi discutido o acórdão judicial proferido pelo Tribunal da Relação de Coimbra. 

Região de Cister - Assine Já!

No entender do presidente da Junta da Benedita, o tribunal “só não deu razão à Junta por não ser parte competente”. De acordo com a lei 68/1993, os terrenos baldios são “possuídos e geridos por comunidades locais”. 

Segundo a mesma lei, pode ser criada uma associação de compartes para gerir estes terrenos. A associação seria composta por “moradores de uma freguesia ou parte dela que, segundo os usos e costumes, têm direito ao uso e fruição do baldio”. É precisamente este o entendimento do executivo do socialista, que em declarações à comunicação social afirmou “estar muito confiante” que a criação de uma associação de compartes “possa resolver o assunto” ainda durante este mandado. 

Segundo o presidente da Junta da Benedita, o contrato que foi celebrado com a Câmara de Alcobaça há mais de uma década teria valido mais de 1,5 milhões de euros aos cofres da Junta, caso esta tivesse a posse dos terrenos.

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Paulo Inácio diz “respeitar” as decisões da Junta, deixando a porta aberta para o diálogo: “Estou disposto a negociar e sempre a atribuir mais competências para as Juntas”, defendeu o presidente da Câmara de Alcobaça. O autarca considera, ainda, que “faz mais sentido dialogar com a Junta do que com uma associação de compartes”, mas garantiu que o resultado económico ser da junta ou da autarquia “é o mesmo”, já que é “dinheiro que fica ao serviço das populações do concelho”. 

Independentemente da posse dos terrenos baldios, a Câmara de Alcobaça tem direito a 2,5% da receita das eólicas instaladas no concelho.

AD Footer

Artigos Relacionados

Quatro histórias, uma certeza: a arte pode (mesmo) salvar

Há coisas sobre as quais nos detemos em busca de uma explicação, mas que teimam não ter uma...

Dezenas de pessoas marcaram presença na inauguração pública do Centro Cultural de Turquel

O novo Centro Cultural de Turquel (CCT) foi inaugurado na tarde do passado sábado, no âmbito das Festas...

Conclusão das obras no IC9 previstas para setembro

Os constrangimentos provocados pelo encerramento do IC9 são uma realidade que tem assolado diariamente os habitantes do concelho...

Projeto de aluno da EPN procura transformar a mobilidade em Portugal

Uma cadeira de rodas de 180 quilos e um País com lacunas profundas ao nível da acessibilidade. Foi...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!