Quarta-feira, Setembro 23, 2026
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Associação ambiental contesta abate de árvores na cidade

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O núcleo de Alcobaça da associação ambiental A Rocha está a contestar o abate de árvores na cidade.

O núcleo de Alcobaça da associação ambiental A Rocha está a contestar o abate de árvores na Avenida Manuel da Silva Carolino. Em causa está o facto de o executivo municipal ter aprovado um projeto de poda e corte de árvores no espaço público. A ação de corte de árvores numa das principais artérias da cidade ainda não tem data marcada.

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, o presidente da Câmara de Alcobaça defende que a decisão “foi tomada em conformidade” com o projeto elaborado por um especialista contratado pelo Município. Além disso, Paulo Inácio adianta mesmo que algumas das árvores em causa apresentam “algum perigo” em caso de queda.

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“A ideia de abater ou podar as árvores não foi recomendada no relatório. O arborista não diz nem si nem não no que toca à poda ou abate, pelo que a ação não está devidamente justificada”, considera o coordenador d’A Rocha em Alcobaça. Júlio Reis garante que a associação “não é contra o abate de árvores”: “se as árvores puderem pôr em causa pessoas ou bens deve-se cortá-las, mas o abate nunca pode ser uma decisão por definição em todos os casos”. Até porque, adianta o responsável pelo núcleo de Alcobaça da associação, “por vezes é a poda mal feita que acaba por retirar resistência mecânica às árvores, obrigando ao abate alguns anos mais tarde”. Uma das questões que já tinha levado à poda de alguns plátanos na zona histórica da cidade prende-se com a libertação de sementes e a preocupação com possíveis reações alérgicas. No entanto, Júlio Reis garante, sustentado num relatório da Sociedade Portuguesa de Alergologia, que “o que é libertado pelos plátanos são sementes e não pólen, logo não há perigo de alergias”.

Além disso, o ecologista lamenta a falta de uma “política ambiental no concelho”. “Temos um concelho com mais de 400 quilómetros quadrados de área e 50 mil habitantes, penso que há condições para a Câmara ter um arborista ou paisagista que se dedicasse a tempo inteiro a estas questões e fizesse um acompanhamento do património natural”, aponta Júlio Reis, acrescentando que os “políticos e os vereadores não têm de saber destas questões mas têm o dever de ser bem assessorados”. 

Ainda que o chefe do executivo municipal admita não saber que espécies vão ser plantadas no lugar das árvores que forem abatidas, ou sequer se vão ser plantadas outras árvores, Paulo Inácio garante que a Câmara de Alcobaça é uma das “melhores do País no que toca ao ambiente”, referindo-se à política de reflorestação que culminou com a plantação de 30 mil árvores em zonas afetadas pelos incêndios dos últimos anos.  

 

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