É do conhecimento geral que Mário Marques é saxofonista e professor, mas a faceta de produtor é menos célebre quando se fala do artista alcobacense.
É do conhecimento geral que Mário Marques é saxofonista e professor, mas a faceta de produtor é menos célebre quando se fala do artista alcobacense. “A técnica da fixação áudio sempre me fascinou e ainda mal sabia tocar saxofone e já fazia experiências lá em casa com o meu irmão Pedro Marques, o Sérgio Carolino e o Ricardo Braga num gravador de cassetes que os meus paisw tinham lá em casa”, começa por recordar o músico.
O músico cresceu e a oportunidade de fazer experiências de forma mais profissional surgiu depois de uma aprendizagem a solo e com amigos que trabalhavam na área e que foram “fundamentais” na sua formação e no seu percurso.
O músico já produziu cerca de 50 discos. “Jamais esquecerei o primeiro, que foi o “Estardalhaço da Geringonça”, com o “Old Tradition, New Ingnition” no Natal de 1997, na antiga sede da Banda de Alcobaça”, recorda.
O processo de produção de um disco, relata o artista, “é uma longa viagem”. “Durante a sessão de gravação, a gestão do ambiente e do stress são dos aspetos em que me concentro bastante e para os quais a minha experiência enquanto músico conta”, conta. Após a gravação, entra-se na fase de edição, que é a parte mais importante do trabalho, durante o qual os “takes” gravados são ouvidos e escolhidas “as melhores performances em todos os compassos da obra musical”, explica o músico. É, depois, realizada uma “colagem”que normalmente Mário Marques leva “ao limite das possibilidades técnicas recorrentes das vantagens da tecnologia”.
Enquanto está em “laboratório”, um disco nunca está acabado, até que chega o momento em que é preciso decidir quando parar de editar, misturar, e seguir para a masterização. “Somos uns eternos insatisfeitos”, admite o artista.
Desde o início do processo, até ao disco ser lançado no mercado, o tempo varia conforme a complexidade do projeto e do grau de perfecionismo que se pretende, podendo demorar desde quatro meses ou mais de um ano.
“Há momentos em que gosto de gravar orquestra, outros piano e violino. No fundo, contam mais as pessoas e a experiência de gravar em si”, refere o músico, falando sobre o género com o qual mais se identifica. “Quanto mais evoluído musicalmente for um projecto, mais gosto tenho em realizá-lo”, sublinha.