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Ampliar a bancada, aumentar o ginásio, criar mais salas para treinadores e avançar com um espaço museológico. São algumas das necessidades que o Centro de Cultura, Recreio e Desporto da Burinhosa identifica para o seu pavilhão gimnodesportivo, que esta semana completa 20 anos.
“Uma equipa como nós, com mais de 20 treinadores, não pode ter apenas uma sala”, afirma ao REGIÃO DE CISTER o presidente da Direção, Joaquim Coutinho Duarte, defendendo que o equipamento precisa de acompanhar o crescimento do clube e a procura que chega de fora da própria aldeia. O dirigente aponta também a necessidade de ampliar a bancada e o ginásio e de melhorar as condições destinadas ao trabalho técnico e ao bem-estar dos atletas. “Queremos dar resposta a toda a procura”, resume.
As necessidades surgem precisamente quando o pavilhão assinala duas décadas de existência. A 30 de setembro de 2006, o equipamento abriu portas depois de um processo que o então presidente da Direção, Sérgio Soares, descrevia como um “sonho com 20 anos”.
Duas décadas depois, Joaquim Coutinho Duarte considera que o balanço confirma a importância do investimento. “Assume uma importância extraordinária para o desenvolvimento do associativismo, do desporto e da aldeia”, sustenta, acrescentando que o impacto ultrapassou entretanto os limites da Burinhosa.
O pavilhão é também um caso pouco comum na região, por não ser propriedade municipal, mas do próprio clube. Ao longo dos anos, foi crescendo em paralelo com a afirmação do CCRD Burinhosa no futsal, acolhendo não apenas a competição, mas também espaços de fisioterapia, ginásio, scouting, salas técnicas e zonas de trabalho das equipas. Para Joaquim Coutinho Duarte, estas condições ajudam a explicar a capacidade de atração do clube junto dos jovens atletas. “Os miúdos almejam vir para a aldeia do futsal porque sabem que nós temos condições de treino e treinadores que lhes permitem evoluir”, acredita o dirigente.
Entre os momentos mais marcantes destes 20 anos estão as sucessivas subidas de divisão e a chegada à 1.ª Divisão nacional, período em que a Burinhosa recebeu algumas das principais equipas do futsal português. “Foi importante podermos mostrar no nosso pavilhão equipas de nível nacional e mundial, como o Sporting, o Braga e outras”, recorda o presidente, que mantém como objetivo o regresso do clube ao principal escalão.
O dirigente defende que o desenvolvimento do futsal e o da própria aldeia estão hoje fortemente ligados. “Há muito que a aldeia do futsal ultrapassou as fronteiras da Burinhosa”, considera, apontando o impacto do projeto no concelho de Alcobaça, na União das Freguesias de Pataias e Martingança e na região.
Vinte anos depois de ter concretizado um “sonho com 20 anos”, o CCRD Burinhosa entra agora numa nova fase. O desafio já não é construir o pavilhão, mas fazê-lo crescer à medida de um clube que também cresceu.


