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A Junta de Alfeizerão pretende retomar durante este mês as obras do “Hawai Alfeizerão”, o projeto de “glamping” que arrancou no Casal da Ponte ainda no mandato do anterior presidente, Leonel Ribeiro, e que está atualmente parado. A garantia é dada pela atual presidente, Inês Delgado, em declarações ao REGIÃO DE CISTER.
A autarca explica que a paragem tem origem na mudança de executivo. “O atual executivo não estava em funções aquando do início da obra”, recorda, e por isso foi necessário “conhecer em profundidade o projeto”. Esse trabalho passa por perceber o que já está executado, identificar o que falta fazer e apurar os procedimentos necessários para a conclusão, processo em que, assegura, estão a ser desenvolvidas “todas as diligências necessárias”.
Inês Delgado rejeita qualquer leitura de abandono ou de bloqueio. “O projeto não foi abandonado”, sublinha, acrescentando que “não existem entraves que coloquem em causa a concretização do projeto”. A suspensão, defende, é “acima de tudo, uma decisão responsável perante um investimento de grande dimensão para a freguesia”.
A presidente afirma que a prioridade é que os recursos da freguesia sejam bem aplicados e que o espaço, uma vez concluído, “possa cumprir a sua função e gerar o maior benefício e retorno possível para Alfeizerão”. O objetivo é, nas suas palavras, “concluir esta obra com rigor”, garantindo que o resultado final “corresponde ao que é melhor para a freguesia”. Antes de avançar para a fase final dos trabalhos, defende, é essencial assegurar que “todos os aspetos do projeto estão devidamente acautelados”.
Recorde-se que o “Hawai Alfeizerão”, foi apresentado em 2023 pelo anterior executivo, que o descreveu como “um investimento claro na modernização de Alfeizerão”. Na ocasião, o antigo líder do executivo, Leonel Ribeiro, apontava para uma “mais-valia” para a freguesia tanto no verão, época de maior ocupação, como no inverno.
O investimento previsto rondava os 150 mil euros, assumidos pela Junta, que já era proprietária do terreno de cerca de 1.500 metros quadrados. A Câmara de Alcobaça viria também a comparticipar. O projeto prevê dois chalés T0, dois T4 e duas casas de madeira, além de piscina, bar com esplanada e um parque de carregamento de bicicletas elétricas alimentado por painéis fotovoltaicos, no âmbito de um protocolo com uma empresa.
O conceito, descrito como semelhante ao turismo rural e com vertente de parque temático ambiental, procura servir os alfeizerenses e atrair visitantes nacionais e estrangeiros, tirando partido da proximidade a São Martinho do Porto, a cerca de três quilómetros, e a Alcobaça. E… agora, três anos depois, parece que a obra poderá ter fim à vista.


