Talica inicia novo capítulo depois de 30 anos de história

“Talica” teve a sua retrosaria aberta durante três décadas na Benedita dedicando-se essencialmente ao tricô. Vinha de uma família de costureiras, mas nunca aprendeu a arte. Mas, nem por isso, Natália Fonseca deixou de “costurar” um negócio feito à sua medida, que lhe valeu o reconhecimento dos clientes. Uma delas foi a jovem Patrícia Santos que, este ano, iniciou um novo capítulo da loja, dando uma “visão criativa” a uma história de 30 anos.

“Sempre tive o gosto pela costura, mas seguir este caminho não foi a minha primeira opção. Só agora depois de estar a trabalhar na área em que me formei, é que decidi colocar tudo em causa e mudar de vida”, conta a ortoprotésica, que aceitou o convite de “Talica” em ficar com a loja, depois de muitos anos de dedicação e trabalho da beneditense que dá nome à retrosaria mais antiga da vila. “Era uma casa demasiado importante para fechar”, nota.

Na verdade, foi a irmã de Patrícia que esteve na origem deste “reencontro” de Patrícia Santos com as agulhas e os tecidos. “A minha irmã precisou de um vestido para ir ao casamento e foi aí que comecei a aplicar o que já tinha aprendido num curso que tinha tirado há uns anos”, conta o novo rosto da Talica - Retrosaria. Desde então, passou a ser cliente da loja da Benedita, valorizando cada detalhe e atenção que Natália Fonseca lhe dava. “Cheguei a estar uma hora à espera para ser atendida, mas não me importava. Penso que até que foi isso que fez a diferença para conseguir ter todos os conselhos do material a usar”, explica.

Aberta desde 21 de outubro de 1989, a Loja da Talica passou a ser apenas Talica. Mas, a loja continua a ser a mesma, apenas com uma reformulação na imagem e na organização do espaço com a criação de um novo cantinho para as criações de Patrícia.

“A loja da Talica é conhecida por ter uma grande variedade e qualidade dos seus produtos. A ideia é manter tudo isso e criar apenas a mais-valia da confeção, através do conhecimento e formação que tenho dessa área em particular”, avança Patrícia Santos.

A Talica está organizada por quatro secções: lãs, tecidos, retrosaria e utilidades para casa. “Esta já não é uma loja só para as avós, cada vez há mais pessoas a querer fazer a sua própria roupa ou personalizar alguma peça para a tornar única”, conta.

Brevemente, a Talica vai ter workshops “para dar uso às máquina que comprámos e que ficaram num canto porque não sabemos usar”. “Cada vez mais as pessoas querem fugir do stress do dia a dia e procuram o escape da costura. Ali, somos nós, o tecido e a máquina”, enaltece. Também o clube de tricot vai prosseguir às sextas-feiras com a... Talica.