Moradores queixam-se de poluição no Casal da Areia

As fortes chuvas dos últimos dias agravaram um problema que atormenta cerca de uma dezena de famílias residentes no Casal da Areia, na União de Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes. Há cerca de cinco anos que os moradores se vêm a braços com os danos estruturais e ambientais causados pela atividade de uma fábrica.

Os moradores acusam a atividade da fábrica de “sujar” as propriedades, devido ao fumo e às poeiras, e até de “causar danos” nas habitações devido à “vibração”. Um dos moradores mais afetados ouvido pelo REGIÃO DE CISTER lamenta o “transtorno” que a instalação da unidade fabril lhe causou nos últimos anos. Paulo Silva vai mais longe e afirma que a “fatura” da “guerra” com a empresa já ascende aos 50 mil euros. 

Entretanto, um conjunto de moradores avançou para tribunal para tentar resolver o impasse. Segundo Paulo Silva, a fábrica teria ficado impossibilitada de laborar durante as 24 horas do dia. No entanto, o morador denuncia que nem sempre esta ordem judicial é cumprida. 

Álvaro Santo considera que apesar de “infeliz”, é “normal que as chuvas intensifiquem a queda de serradura e pó que está no ar”. O presidente da União de Freguesias de Coz, Alpedriz e Montes lamenta que a fábrica não tenha construído “uma boa vedação e plantado árvores no perímetro do lote para conter os fumos, poeiras e o ruído”. 

Paulo Silva considera que o “maior culpado” da situação é a Câmara de Alcobaça por “permitir a instalação da fábrica no sitio onde está localizada”. Paulo Inácio, presidente da Câmara de Alcobaça, não quis comentar a situação, considerando que o assunto está a ser tratado junto das autoridades.

O REGIÃO DE CISTER tentou contactar a empresa para prestar esclarecimentos sobre o assunto mas não à data obteve qualquer resposta.