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Câmara preocupada com insegurança na cidade

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A PSP de Alcobaça já identificou os possíveis intervenientes da agressão aos dois barbeiros que ocorreu na passada quinta-feira, num estabelecimento comercial da cidade. 

A PSP de Alcobaça já identificou os possíveis intervenientes da agressão aos dois barbeiros que ocorreu na passada quinta-feira, num estabelecimento comercial da cidade. 

Fonte oficial da PSP afirmou ao REGIÃO DE CISTER que “três dos envolvidos nos desacatos receberam assistência no Hospital de Alcobaça”, identificando um agressor e os dois agredidos, que já se encontram em casa e livres de perigo de vida.

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A segurança da cidade é tema de preocupação para Paulo Inácio. O presidente da Câmara de Alcobaça tinha agendada para ontem uma reunião com o comandante da esquadra da PSP da cidade, com o intuito “de lhe manifestar a preocupação relativamente à segurança das populações e das famílias que pagam impostos e que merecem viver em segurança.” 

A autarquia vai enviar um ofício ao comandante distrital da PSP e à ministra da Administração Interna “a solicitar que as autoridades cumpram o seu dever para acabar com este sentimento de alarme social”. “Estou determinado a obter respostas para estas questões de segurança”, esclareceu Paulo Inácio, que negou, ainda, de forma enérgica, o boato que corre em Alcobaça de que 35 famílias de etnia cigana estariam em vias de se mudarem para a cidade.

“Tenho conhecimento dessa onda de boatos, que apenas posso classificar como ordinários. Vêm de pessoas que têm interesses obscuros. Repare-se que outros concelhos já sofreram igualmente com boatos dessa natureza. Mas posso garantir que é falso que a Câmara esteja a importar ciganos. Somos um concelho exportador de bens comerciais e não importador de pessoas de etnias ciganas. Desminto, portanto, esses boatos criados por boateiros profissionais”, declarou Paulo Inácio, à margem da Assembleia Municipal, que teve lugar em Pataias.

Entretanto, Carlos Nobre, coordenador do gabinete de apoio às comunidades ciganas do Alto Comissariado para as Migrações, defende que “é necessário sensibilizar a autarquia para a existência de um mediador municipal”. O anúncio foi feito, na passada terça-feira, durante o seminário “Comunidades Ciganas: desafios, estratégias e inovação”, organizado pelo Núcleo Local de Inserção de Alcobaça, em parceria com a InPulsar, com o objetivo de “dar a conhecer melhor as comunidades, de forma a promover a integração social”, conforme explicou Catarina Rodrigues, diretora técnica do Núcleo Local de Inserção. A iniciativa teve lugar no auditório da Escola Secundária D. Inês de Castro, reunindo uma centena de pessoas.

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