Sábado, Maio 18, 2024
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O “serviço público” do Bar Ben

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No início da década de 1990, a vida noturna de Alcobaça era notícia nos jornais nacionais de maior tiragem, atraía gentes de todos os cantos do País e estava lado a lado com a dos grandes centros urbanos, Lisboa e Porto. Tudo isto por culpa da vontade dos alcobacenses Carlos Nunes e de José Alberto Vasco em trazer à cidade “o que melhor se fazia na música nacional”. Assim nasceu o Ben Almanzor, carinhosamente apelidado por Bar Ben.

No início da década de 1990, a vida noturna de Alcobaça era notícia nos jornais nacionais de maior tiragem, atraía gentes de todos os cantos do País e estava lado a lado com a dos grandes centros urbanos, Lisboa e Porto. Tudo isto por culpa da vontade dos alcobacenses Carlos Nunes e de José Alberto Vasco em trazer à cidade “o que melhor se fazia na música nacional”. Assim nasceu o Ben Almanzor, carinhosamente apelidado por Bar Ben.

O que se fazia e vivia naquele pequeno espaço na Praça da República não era pensado do ponto de vista económico. O que movia os responsáveis pelo bar era o sentido de serviço público. “A ideia não era ganhar dinheiro mas trazer os ‘grandes’ a Alcobaça”, conta José Alberto Vasco. 

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Na época da abertura do Bar Ben, os espaços de diversão noturna da cidade apostavam mais na música ambiente e o Ben Almanzor veio mudar essa filosofia. De acordo com o programador musical do Bar Ben, “não havia concertos” nos bares de Alcobaça e o Ben veio alterar esse facto. Talvez por isso, sublinha o também carteiro, o Ben foi “uma referência local e nacional”.

O Ben era direcionado a um público específico, “um público jovem e de espírito aberto às novas correntes musicais”. Essa audiência jovem ia, aliás, ao Ben para conhecer as vanguardas e depois ia “para casa tentar reproduzir o que ouviam” no bar, revela com orgulho José Alberto Vasco.

O Bar Ben era um dos sítios mais importantes para a “noite” de Alcobaça e visto como um recinto de concertos lendário. Em novembro do ano passado, a revista Blitz destacou 30 “lugares perdidos”, que é como quem diz: salas de concertos históricas que entretanto fecharam portas. O Bar Ben é um desses lugares “perdidos” e, aliás, um dos poucos que se encontrava fora dos grandes centros urbanos.

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