Terça-feira, Julho 5, 2022
Terça-feira, Julho 5, 2022

A fiscal de obras públicas por trás dos microfones e dos livros

Data:

Partilhar artigo:

À primeira vista ser-se fiscal de obras públicas nada tem que ver com poesia, nem tão pouco com animação de rádio. Contudo, há uma alcobacense que se não é a mulher dos sete ofícios é, pelo menos, a de três. Marta Luís estreou-se na Rádio Cister aos 17 anos, mas antes já se dedicava à escrita, nomeadamente à poesia. Só depois, e quase por acaso, é que começou a trabalhar na Câmara de Alcobaça para fiscalizar obras. 

À primeira vista ser-se fiscal de obras públicas nada tem que ver com poesia, nem tão pouco com animação de rádio. Contudo, há uma alcobacense que se não é a mulher dos sete ofícios é, pelo menos, a de três. Marta Luís estreou-se na Rádio Cister aos 17 anos, mas antes já se dedicava à escrita, nomeadamente à poesia. Só depois, e quase por acaso, é que começou a trabalhar na Câmara de Alcobaça para fiscalizar obras. 

De todos os ofícios foi a escrita, e em particular a poesia, que surgiu primeiro. Na adolescência, a alcobacense confessa ter-se “isolado” dos colegas por incompatibilidades de interesses. E isso levou-a a “desabafar” em diários e poemas. Tanto que já resultou na publicação de um livro de poesia. Curiosamente intitulado “Poesia fora de mão”. Mas a veia artística de Marta Luís não fica por aqui. Depois de ter recebido a notícia que integrou uma coletânea de poesia intitulada “Perdidamente”, a autora prepara agora a edição de mais um livro. 

Sobre a “aventura” na Rádio Cister, Marta Luís nunca sequer imaginou ser uma das vozes da estação. No entanto, enquanto trabalhava numa fábrica de louça, aos 16 anos, enviava poemas para a rádio, que eram posteriormente transmitidos. A troca de correspondência começou a dar notabilidade à poeta, que concorreu mais tarde a um casting da estação radiofónica. A prova valeu-lhe uma posição a tempo inteiro na Cister FM. “É uma escola e um trampolim para muita gente”, confessa.

A radialista ocupou-se dos conteúdos de informação da estação até aos 25 anos, data em que decide mudar de vida e, mais uma vez “quase por acaso”, candidata-se a um concurso público para a função de fiscal de obras na Câmara de Alcobaça.

Mesmo sem ter formação na área, a alcobacense ficou e desde então tem fiscalizado dezenas de obras públicas da autarquia. Entre o trabalho, a poesia e a rádio, não será difícil entender a razão pela qual Marta Luís não tem mãos a medir. “Não é fácil conjugar todas as facetas mas vou seguindo caminho”, orgulha-se.

Além de, semana sim, semana não, poder ouvir a mulher dos três ofícios nos “Discos Pedidos” na Cister FM, fique atento da próxima vez que for ao Cine-teatro de Alcobaça e ouvir a voz que antecede todos os espetáculos. Pode ser que a reconheça…    
 

AD Footer
spot_img

Artigos Relacionados

Colisão entre motociclo e veículo ligeiro provoca um morto na Nazaré

Um homem, de nacionalidade inglesa, morreu esta segunda-feira na Nazaré, na sequência de uma colisão entre um motociclo...

Uma “tasca” em alta rotação movida a gasolina e… caracol

Costuma dizer-se que quem anda à velocidade do caracol não chega propriamente rápido ao destino. Mas, por paradoxal...

Jovem detido por furto a residência em São Martinho do Porto

Um jovem de 25 anos foi detido, no dia 29 de junho, por furto em interior de residência...

Duas empresas de Alcobaça distinguidas como “Gazela 2021”

A construtora A.B. Inácio, LDA, sediada na Benedita, e a fabricante HC - Caixilharia LDA, localizada na Cela...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!