Quarta-feira, Fevereiro 1, 2023
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Associação dos Rebelos quer pôr sinos a tocar na torre do relógio

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O Mosteiro está para Alcobaça como a Torre do Relógio está para os Rebelos. A estrutura foi criada aquando da fundação, em 1977, da Associação Recreativa dos Rebelos, que entretanto foi registada como Associação Santíssima Virgem da Conceição. Quase quarenta anos depois, o sonho de colocar sinos em substituição dos tambores ligados à luz elétrica na torre do relógio dos Rebelos permanece e há quem esteja disposto a trabalhar para isso.

O Mosteiro está para Alcobaça como a Torre do Relógio está para os Rebelos. A estrutura foi criada aquando da fundação, em 1977, da Associação Recreativa dos Rebelos, que entretanto foi registada como Associação Santíssima Virgem da Conceição. Quase quarenta anos depois, o sonho de colocar sinos em substituição dos tambores ligados à luz elétrica na torre do relógio dos Rebelos permanece e há quem esteja disposto a trabalhar para isso.

“É o grande sonho desta Direção“, atira Carlos Calhas, presidente da Associação Recreativa dos Rebelos, enquanto ouve o som do relógio, que toca de quinze em quinze minutos. “É o projeto mais antigo da coletividade, que até tem representado no seu emblema o relógio e a torre“, adianta o dirigente. Mas, neste caso, não basta Deus querer para a obra nascer. São necessárias verbas e a coletividade tem vivido apenas das receitas do bar e das festas que realiza ao longo do ano.

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“Nunca houve a constituição de uma lista de sócios, uma vez que desde a sua fundação a associação não estava registada como associação, mas como comissão de festas“, explica o presidente da coletividade, que conta com a ajuda de Mário Susano, Carolina Pereira e Joana Alexandre (na fotografia). O processo culminou há duas semanas com o registo da Associação Recreativa dos Rebelos em nome de… Associação Santíssima Virgem da Conceição. “Já existia uma associação com uma designação idêntica à nossa e como a coletividade está sediada no Largo da Santíssima Virgem da Conceição ficou esse o nome”, elucida o dirigente. 

Seja como for, o objetivo é “arrumar” a casa para depois crescer e pôr em marcha a lista de projetos, que ainda figuram na gaveta. No dia em que os sinos tocarem na torre do relógio, a Direção ambiciona ter também um salão de festas, que permita, por um lado, retomar a ação desportiva da associação, e por outro, servir de palco a eventos e a espetáculos naquela localidade, da freguesia da Cela. 

Ainda que por estes dias as energias estejam concentradas na festa anual, que vai decorrer entre amanhã e domingo, Carlos Calhas ainda arranja tempo para voltar atrás no tempo e recordar a história desta associação sui generis. “Sempre houve muitos bailaricos e festas nos Rebelos, a maior festa foi a da inauguração da luz elétrica”, recorda o presidente, contando que depois “foi cedido um terreno para se fazer uma capelinha no Largo e, mais tarde, houve uma ampliação para servir de espaço à quermesse, que hoje é o bar da associação“.

Um grupo de amigos decidiu então criar a Associação Recreativa dos Rebelos e ao mesmo tempo montar a torre e o relógio. No início da década de 1990 surgiu a ideia de abrir um bar para custear as despesas da luz com o relógio. “Cheguei a pagar do meu bolso 12.500 escudos. Temia-se que o relógio parasse por falta de eletricidade“, confessa Carlos Calhas, que assumiu a presidência na segunda lista da Direção da associação e que, em outubro de 2015, retomou o cargo. 

Depois disso, seguiu-se um período instável da coletividade. O bar fecha as portas, a festa não se realiza e apenas funciona… o relógio. Quase uma década depois, um grupo de amigos, “com a ajuda de uma grade de cervejas”, decide reativar a associação. Retoma-se a festa anual no segundo fim de semana de julho e o bar passa a abrir aos fins de semana, com horários escalados pelos membros da associação.

Entretanto, acrescentou-se altura à torre para colocar os sinos, construíram-se dois anexos para reuniões, o horário do bar foi alargado e arranjaram-se as casas de banho. “Já não falta tudo“, brinca um dos membros mais antigos da associação, que espera dos mais graúdos “sangue novo” para revitalizar uma “casa” que é de todos e que anseia por ouvir os sinos a tocar na Torre do Relógio.

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