Sábado, Agosto 1, 2026
Sábado, Agosto 1, 2026

Associação dos Rebelos quer pôr sinos a tocar na torre do relógio

Data:

Partilhar artigo:

O Mosteiro está para Alcobaça como a Torre do Relógio está para os Rebelos. A estrutura foi criada aquando da fundação, em 1977, da Associação Recreativa dos Rebelos, que entretanto foi registada como Associação Santíssima Virgem da Conceição. Quase quarenta anos depois, o sonho de colocar sinos em substituição dos tambores ligados à luz elétrica na torre do relógio dos Rebelos permanece e há quem esteja disposto a trabalhar para isso.

O Mosteiro está para Alcobaça como a Torre do Relógio está para os Rebelos. A estrutura foi criada aquando da fundação, em 1977, da Associação Recreativa dos Rebelos, que entretanto foi registada como Associação Santíssima Virgem da Conceição. Quase quarenta anos depois, o sonho de colocar sinos em substituição dos tambores ligados à luz elétrica na torre do relógio dos Rebelos permanece e há quem esteja disposto a trabalhar para isso.

“É o grande sonho desta Direção“, atira Carlos Calhas, presidente da Associação Recreativa dos Rebelos, enquanto ouve o som do relógio, que toca de quinze em quinze minutos. “É o projeto mais antigo da coletividade, que até tem representado no seu emblema o relógio e a torre“, adianta o dirigente. Mas, neste caso, não basta Deus querer para a obra nascer. São necessárias verbas e a coletividade tem vivido apenas das receitas do bar e das festas que realiza ao longo do ano.

Região de Cister - Assine já!

“Nunca houve a constituição de uma lista de sócios, uma vez que desde a sua fundação a associação não estava registada como associação, mas como comissão de festas“, explica o presidente da coletividade, que conta com a ajuda de Mário Susano, Carolina Pereira e Joana Alexandre (na fotografia). O processo culminou há duas semanas com o registo da Associação Recreativa dos Rebelos em nome de… Associação Santíssima Virgem da Conceição. “Já existia uma associação com uma designação idêntica à nossa e como a coletividade está sediada no Largo da Santíssima Virgem da Conceição ficou esse o nome”, elucida o dirigente. 

Seja como for, o objetivo é “arrumar” a casa para depois crescer e pôr em marcha a lista de projetos, que ainda figuram na gaveta. No dia em que os sinos tocarem na torre do relógio, a Direção ambiciona ter também um salão de festas, que permita, por um lado, retomar a ação desportiva da associação, e por outro, servir de palco a eventos e a espetáculos naquela localidade, da freguesia da Cela. 

Ainda que por estes dias as energias estejam concentradas na festa anual, que vai decorrer entre amanhã e domingo, Carlos Calhas ainda arranja tempo para voltar atrás no tempo e recordar a história desta associação sui generis. “Sempre houve muitos bailaricos e festas nos Rebelos, a maior festa foi a da inauguração da luz elétrica”, recorda o presidente, contando que depois “foi cedido um terreno para se fazer uma capelinha no Largo e, mais tarde, houve uma ampliação para servir de espaço à quermesse, que hoje é o bar da associação“.

Um grupo de amigos decidiu então criar a Associação Recreativa dos Rebelos e ao mesmo tempo montar a torre e o relógio. No início da década de 1990 surgiu a ideia de abrir um bar para custear as despesas da luz com o relógio. “Cheguei a pagar do meu bolso 12.500 escudos. Temia-se que o relógio parasse por falta de eletricidade“, confessa Carlos Calhas, que assumiu a presidência na segunda lista da Direção da associação e que, em outubro de 2015, retomou o cargo. 

Depois disso, seguiu-se um período instável da coletividade. O bar fecha as portas, a festa não se realiza e apenas funciona… o relógio. Quase uma década depois, um grupo de amigos, “com a ajuda de uma grade de cervejas”, decide reativar a associação. Retoma-se a festa anual no segundo fim de semana de julho e o bar passa a abrir aos fins de semana, com horários escalados pelos membros da associação.

Entretanto, acrescentou-se altura à torre para colocar os sinos, construíram-se dois anexos para reuniões, o horário do bar foi alargado e arranjaram-se as casas de banho. “Já não falta tudo“, brinca um dos membros mais antigos da associação, que espera dos mais graúdos “sangue novo” para revitalizar uma “casa” que é de todos e que anseia por ouvir os sinos a tocar na Torre do Relógio.

AD Footer

Artigos Relacionados

Centro Cénico da Cela celebra 42.º aniversário com festival de folclore

No âmbito das comemorações do 42.º aniversário, o Grupo Folclórico do Centro Cénico da Cela promove este sábado,...

Confraria do Frango na Púcara apresentou o primeiro caderno no Ceeria

A Confraria do Frango na Púcara apresentou, no passado sábado, o primeiro número dos “Cadernos do Frango na...

Bombeiros angariam mais de 20 mil euros no âmbito do peditório de Natal

O tradicional Peditório de Natal promovido pelos Bombeiros de São Martinho do Porto permitiu angariar quase 20,5 mil...

Agosto motiva um verão repleto de atividades para todas as idades na freguesia de São Martinho do Porto

O mês de agosto promete diversas atividades em São Martinho do Porto, com uma programação dedicada à cultura,...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!