Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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Editora Ya Ya Yeah leva bandas a atuar na “terrinha”

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O projeto “Mel Pelas Aldeias”, que a editora Ya Ya Yeah tem vindo a desenvolver nas últimas semanas, já levou música à Associação Recreativa Montense e vai voltar a distribuir “mel” em lugares improváveis. A sede do Grupo Desportivo e Recreativo dos Pisões vai receber, no próximo sábado, a 2.ª edição do projeto, com concertos de The Sunflowers, Sidewalk Heroes e o “Disc-Jockey Ideal” da Suave Geração.

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai até Maomé. O ditado assenta que nem uma luva à editora Ya Ya Yeah, que tem distribuído “mel” pelas aldeias, que é como quem diz levar música à terrinha.

O projeto “Mel Pelas Aldeias”, que a editora tem vindo a desenvolver nas últimas semanas, já levou música à Associação Recreativa Montense e vai voltar a distribuir “mel” em lugares improváveis. A sede do Grupo Desportivo e Recreativo dos Pisões vai receber, no próximo sábado, a 2.ª edição do projeto, com concertos de The Sunflowers, Sidewalk Heroes e o “Disc-Jockey Ideal” da Suave Geração.

A ideia por trás do projeto nasce, ao mesmo tempo, por necessidade e por vontade. Por necessidade de encontrar espaços que possam receber concertos de música rock e por vontade de aplicar uma lógica de “educação de públicos”. O objetivo, conta Jonas Gonçalves, o responsável pela editora, é fazer com que “as pessoas que não estão habituadas a assistir a concertos desta natureza possam ter a possibilidade de experimentar”.

A primeira edição do “Mel Pelas Aldeias”, que contou com o concerto dos alcobacenses Fuzzil, “superou as expectativas” e levou até aos Montes “pessoas de todas as idades, residentes na aldeia e um pouco de todo o concelho”. 

O roteiro vai continuar pelas aldeias da região e, segundo Jonas Gonçalves, o “mel pelas aldeias” também pode vir a ser distribuído por outros concelhos.

A falta de locais no centro da cidade de Alcobaça “dispostos a receber concertos de bandas de originais” acaba por “empurrar” as iniciativas do guitarrista dos Stone Dead para as áreas rurais. De facto, o pisoense lamenta a falta de investimento em espaços culturais na cidade. “Além do Cine-teatro, não há espaços que consigam receber os nossos concertos”, defende Jonas Gonçalves. E mesmo o “cine-teatro não se adequa ao género de concertos que realizamos”, conclui. Daí que uma das ambições do jovem passe por criar uma associação cultural na cidade que possa albergar uma programação artística frequente e diversificada.

A editora Ya Ya Yeah nasceu da paixão pela música do seu criador. O pisoense Jonas Gonçalves cresceu rodeado de música e não demorou muito a interessar-se pelos instrumentos e demonstrar a vontade de criar uma banda, “mesmo antes até de saber tocar”. 

O gosto pela música faz com que dedique o seu tempo a “organizar coisas”. Depois de uma formação na área, o músico não vê para o seu futuro outro caminho que não a música. Apesar de reconhecer que “não é fácil viver da música”, o pisoense está disposto a ir à luta. 

Desde o início do ano passado editou álbuns de duas bandas portugueses – Astrodome e Asimov – e tem organizado vários concertos na região. Caso para dizer: yeah!

 

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