Sexta-feira, Outubro 16, 2026
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Apicultura motiva alunos para o sucesso pessoal e educativo

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No projeto DER (Diferenciar, Envolver, Responsabilizar), desenvolvido na Escola Básica n.º2 da Benedita, a apicultura serve de “combustível” para aprender… noutras disciplinas.

É no meio das abelhas, em plena atividade de apicultura, que um grupo de nove alunos da Escola Básica n.º2 da Benedita tem encontrado o “combustível” para aprender noutras disciplinas. O conceito está integrado no projeto DER (Diferenciar, Envolver, Responsabilizar) e é desenvolvido com um professor destacado, uma psicóloga e a diretora do Agrupamento de Escolas da Benedita, bem como a coordenadora dos diretores de turma. 

“Ajudar os alunos com um grande potencial de aprendizagem mas com dificuldades de integração nos métodos de ensino tradicionais, encaminhando-os para atividades estimulantes é o principal objetivo”, explica Júlio Ricardo, professor que tem vindo a ensinar, desde novembro, todos os passos para a criação do mel e que leva semanalmente o grupo até à criação de abelhas. 

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Dentro das disciplinas tradicionalmente dadas, em que se confinam os alunos dentro de salas de aula, há jovens que acabam por se sentir “muito pouco estimulados”, sendo então essencial que entrem em ação os trabalhos práticos. Neste caso, as abelhas são a metáfora perfeita, tendo em conta o método de organização, trabalho e, até, a socialização dentro das colmeias. 

“Estes alunos têm o currículo normal, sendo apenas nos períodos livres da tarde que vão tratar da apicultura, refletindo posteriormente sobre o projeto, conseguindo transferir alguns ensinamentos para as disciplinas chamadas tradicionais, como o Português e a Matemática”, explica a diretora do Agrupamento de Escolas da Benedita. “Desta forma os jovens conseguem articular os conhecimentos mais eficazmente”, reforça Helena Vinagre. 

Entretanto, os “apicultores” já começaram a enfrascar a primeira colheita de mel proveniente das três colmeias e dos dois núcleos de que têm cuidado semanalmente. As encomendas já são mais do que o mel recolhido. Espera-se, assim, que os alunos continuem a cuidar do mel e que, ao mesmo tempo, se vão “servindo” do mesmo, sem limite de consumo, para adocicarem a própria vida.

 

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