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“Carlos da Drogaria” serve nazarenos há seis décadas

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A Papelaria Carlos Hipólito é ponto de paragem obrigatório para quem visita a Nazaré. Nem que seja para pedir informações. Ao ponto de Carlos Hipólito, mais conhecido por “Carlos da Drogaria”, ter atrás da porta um mapa das principais ruas da vila para que possa cumprir a sua função de “guia turístico” com o máximo rigor.

A Papelaria Carlos Hipólito é ponto de paragem obrigatório para quem visita a Nazaré. Nem que seja para pedir informações. Ao ponto de Carlos Hipólito, mais conhecido por “Carlos da Drogaria”, ter atrás da porta um mapa das principais ruas da vila para que possa cumprir a sua função de “guia turístico” com o máximo rigor.

Reconhecida pelas fotografias antigas da Nazaré, pelos postais e também pelas suas montras, esta casa tem precisamente uma história de 60 anos (foi fundada a 6 de abril de 1959). “Tenho 80 anos e há 60 que estou aqui”, nota o nazareno, que começou a vender produtos de farmácia, por antes ter sido, precisamente, empregado de farmácia. 

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À drogaria, localizada desde sempre no número 16, da Rua Sub Vila, foi juntando sabões, detergentes, livros, artigos escolares, revistas, jornais e “outras coisitas” que os clientes foram pedindo, transformando o espaço numa papelaria. 

Os nazarenos têm “alimentado” o negócio ao longo das décadas, mas a montra tem sido um verdadeiro chamariz para os turistas. “Param muito para ver a montra, às vezes entram e acabam por comprar um postal ou uma fotografia”, comenta o comerciante, também conhecido na Nazaré por Carlos da Manata. 

Ainda antes de haver Photoshop já Carlos Hipólito fazia colagens e recortes de fotos da Nazaré, divulgando a vila na montra. “Já foi uma montra de classe”, comenta a mulher do comerciante, que nos últimos anos lhe tem feito companhia na loja. “Ainda ontem à noite estávamos em casa a comentar mais uma ideia para a montra”, conta Carlos Hipólito. Esta semana escolheu os emblemas dos trajes dos universitários para compor o “altar” da casa. 

O nazareno, que já passou por todas as coletividades da Nazaré, chegou a ter “três ou quatro pessoas” à espera no balcão para serem atendidas. Os tempos são outros, mas a peculiaridade do espaço tornou-o numa visita diária obrigatória. “Se não abro a loja um dia, no outro já tenho cá toda a gente a perguntar o que se passou”, conta Carlos Hipólito, que “enquanto puder” faz questão de abrir o estaminé, onde também se vende o REGIÃO DE CISTER. 

As fotocópias a preto e branco e a cores são um dos serviços mais procurados nos últimos tempos. “Ainda há muita gente que não tem computador e essas tecnologias e tem necessidade de tirar fotocópias”, recorda Carlos Hipólito, enquanto mostra a tabela dos preços afixada na lateral do balcão. Já chegou a vender todos os jornais nacionais e até chegou a ser notícia no Record, por ter sido o “criador” das braçadeiras  de futebol. “Podia estar rico, mas continuo aqui”, nota, entre risos. E ainda bem, dizem os nazarenos e os palecos.

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