Sexta-feira, Novembro 6, 2026
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Nuno Santos planeia levar fado ao topo do Evereste

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Prestes a comemorar 15 anos, o projeto “Um violino nos locais mais improváveis” de Nuno Santos está longe do final. Depois de ter surfado as ondas gigantes da Praia do Norte, escalado alguns dos cumes mais emblemáticos do maciço central do Monte Branco e enfrentado vários outros desafios, o vestiariense planeia subir o Monte Evereste e prepara o lançamento de um álbum e de um documentário.

Prestes a comemorar 15 anos, o projeto “Um violino nos locais mais improváveis” de Nuno Santos está longe do final. Depois de ter surfado as ondas gigantes da Praia do Norte, escalado alguns dos cumes mais emblemáticos do maciço central do Monte Branco e enfrentado vários outros desafios, o vestiariense planeia subir o Monte Evereste e prepara o lançamento de um álbum e de um documentário.

Tudo começou durante uma experiência profissional na América do Sul, quando “num ato de impulsividade”, Nuno Santos decidiu escalar o vulcão para tocar violino no topo. Mais de uma década depois o “músico improvável”, como gosta de se apelidar, afirma que o projeto pessoal já o colocou várias vezes em situações “extremas”. “Levo este projeto muito a sério porque tanto o mar como as montanhas requerem grande preparação e não podem ser enfrentados de forma leviana. Ao longo destes 15 anos já me encontrei em situações extremas de cansaço físico e psicológico”, refere. Para o músico, este projeto tem sido uma forma de autoconhecimento muito eficaz, mas também um veículo de promoção, que “abriu portas na profissão”.

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As cordilheiras dos Andes e dos Alpes já estão conquistadas, assim como o mar do Atlântico Norte. Para Nuno Santos é impossível eleger o melhor local. “Acima de tudo o projeto visa a exploração musical dos sítios para onde vou e cada local tem enriquecido o meu portefólio cultural”, nota.  

A mais recente aventura foi em França, com a subida do Monte Branco. “Foi um projeto que surgiu um pouco ao acaso, nas redes sociais, quando conheci um alpinista francês e um dia fui ao seu encontro. Depois de treinos muito intensos consegui alcançar o cume do monte francês, à primeira, e isso encheu-me de orgulho”, recorda. Esta aventura do músico será narrada num documentário, em que serão também abordadas as ondas gigantes da Nazaré, uma paixão partilhada por ambos os intervenientes.

Sobre o futuro do projeto e as “limitações” que este pode enfrentar, o músico é claro e afirma que a continuidade do mesmo está diretamente relacionada com a sua vontade de continuar e “ainda há bastante”. “No espaço de dois anos, espero alcançar o topo do Monte Evereste e ainda me falta partilhar o fado, na cordilheira dos Himalaias e no Pacífico. Num futuro mais próximo, preparo o lançamento do meu novo disco intitulado Fado Improvável”, revela.

“Este é um projeto que me fez colocar em pausa a minha carreira como professor do ensino superior e que tem sido um passaporte para projetos no estrangeiro. Enquanto me fizer feliz, posso garantir que será para continuar”, conclui. 
 

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