Terça-feira, Novembro 29, 2022
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Jovem aluna chinesa dá nas vistas a ler… em português

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Foi através dos contos de princesas, das histórias de aventuras em diversos locais do mundo e dos romances que Kaixin Cheng começou a aprender as primeiras palavras em português. A jovem de 12 anos, que veio da China há pouco mais de seis, foi apurada, pela segunda vez, para a semifinal do Concurso Nacional de Leitura.

Foi através dos contos de princesas, das histórias de aventuras em diversos locais do mundo e dos romances que Kaixin Cheng começou a aprender as primeiras palavras em português. A jovem de 12 anos, que veio da China há pouco mais de seis, foi apurada, pela segunda vez, para a semifinal do Concurso Nacional de Leitura.

“Sempre tive muito interesse pela leitura e mesmo quando ainda não sabia ler pedia aos meus irmãos para lerem e ensinarem-me a conhecer palavras e a construir frases. Mas quando finalmente comecei a ter capacidades de leitura é que começou a verdadeira loucura”, recorda a jovem que até aos 6 anos viveu com os avós na China. Obras da categoria infantojuvenil são as favoritas da estudante do Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto, mas é um desafio pessoal encontrar obras de diferentes estilos.

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“O que mais gosto de fazer é, nas horas de almoço, entrar na biblioteca e passear pelos livros para encontrar um livro que me agrada. Leio as lombadas e procuro as minhas ‘presas’ naquela floresta de livros”, graceja.   

Praticar o vocabulário chinês é imperativo para que a jovem se sinta próxima das suas origens e, por isso, os hábitos de leitura de Kaixin Cheng vão-se alternando entre obras em português e em chinês. “Apesar de só ter frequentado um período do 1.º ano na China, não posso nem quero esquecer a minha língua materna e tenho por hábito ler sempre um livro em chinês entre obras portuguesas. Acredito que é um exercício importante”, nota.   

Os “rituais” de leitura de Kaixin Cheng são muito sagrados: um livro entre 150 e 200 páginas por semana, com momentos de leitura após o almoço e 30 minutos antes de adormecer. A paixão pelos livros não passou despercebida à sua professora de Português, que no ano letivo anterior desafiou a aluna a participar no Concurso Nacional de Leitura. “Lembro-me de estar na aula e de não pensar duas vezes em aceitar o desafio de participar no concurso. Naquele momento foi óbvio que, dado o meu mesmo gosto pela leitura, seria muito interessante participar na competição”, recorda.   

Preparação e foco são as palavras de ordem antes e durante a competição. Na primeira participação, a jovem alcançou a semifinal e, o facto de não ter alcançado um lugar no pódio motivou-a a uma nova participação. Kaixin Cheng foi apurada para semifinal da edição 2020 do Concurso Nacional de Leitura, que foi adiada para data a determinar devido à pandemia da Covid-19. “Um dos meus objetivos é mostrar às pessoas que um participante chinês também consegue ler português tão bem como um nativo. Tudo isto só depende do esforço investido por cada pessoa”, assegura.

Ao lado da estudante estão os pais, que apoiam a dedicação da jovem à leitura, mesmo quando “está embrenhada no seu mundo de fantasia e não ouve nada nem ninguém”, conta a mãe.  

“Para mim, o mais importante é ler e testar o meu conhecimento face à leitura. Se este ano não conseguir chegar à final, volto a tentar na próxima edição e assim sucessivamente, até que um dia tenha reunido todas as capacidades para estar entre os melhores na final”, atira a aluna.

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