Terça-feira, Outubro 6, 2026
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Mais Perto: o minimercado onde o cliente é tratado pelo nome

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Quem entra na loja é recebido com um sorriso e é tratado pelo nome próprio, não fosse esse o lema do minimercado Mais Perto, em São Martinho do Porto, que Cláudia Raimundo abriu há cinco anos.

Quem entra na loja é recebido com um sorriso e é tratado pelo nome próprio, não fosse esse o lema do minimercado Mais Perto, em São Martinho do Porto, que Cláudia Raimundo abriu há cinco anos.

O minimercado abriu num espaço que há 60 anos se dedica a pequenos estabelecimentos de restauração e a empresária garante que essa identidade familiar não pretende desvalorizar, lembrando que servir a população exige saber lidar com as pessoas, sobretudo quando se fala de pequeno comércio.

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“O nosso minimercado são as pessoas da terra, aqueles que todos os dias se deslocam até ao nosso estabelecimento para comprarem as necessidades do dia-a-dia”, explica, acrescentando que frequentemente já sabem o que é que o cliente vai querer.

“Quando vem uma cliente mais assídua já sei mais ou menos o que procura e por vezes somos nós a ir buscar as coisas”, nota a comerciante que emprega uma funcionária a tempo inteiro e outra a meio tempo. “A minha mãe vive destes pequenos momentos e gosta muito de vir para cá ajudar no que pode e falar com os clientes”, brinca a gerente que vive em Leiria e que todos os dias faz o trajeto até São Martinho do Porto, mentalizada para servir os clientes com “muito carinho”.

A empresária partilha a gerência do minimercado com o marido Sérgio Raimundo e não há quem goste de falhar um dia. “Há pessoas que vêm ter connosco só para meter a conversa em dia ou para falar um bocadinho”, garante Cláudia Raimundo, revelando que há clientes que por vezes até contam segredos. “Há clientes que se sentem tão à vontade connosco que acabam por desabafar ou contar coisas sobre a vida pessoal”.

Entre produtos de alimentação e outros tantos de higiene ou limpeza, Cláudia Raimundo explica que uma das características do minimercado Mais Perto é o facto de trabalhar com produtores locais. “Todos os dias temos produtos frescos e gostamos de trabalhar com os produtores de menor dimensão para os ajudar, assim como nos ajudam a nós”, atira a gerente que não se inibe de se deslocar com a viatura pessoal e sem qualquer custo adicional a casa dos seus clientes mais assíduos.

“Sempre que é necessário vou entregar alimentos e outros produtos a casa dos meus clientes, dado que alguns são de uma geração mais antiga”, conta, notando que é uma “confiança que se ganha com o tempo e que permite estes pequenos mimos”.

“Por vezes, até chegamos mesmo a entrar nas suas casas e, noutros casos, acertamos contas mais tarde”, relata, salvaguardando que o faz apenas aos clientes mais próximos. “Nunca nos ficaram a dever nada”, assegura a lojista. Assim deverá continuar pelos próximos tempos.

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