Segunda-feira, Julho 4, 2022
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Fuga para praias não vigiadas preocupa União de Freguesias de Pataias e Martingança

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A limitação da praia de Paredes da Vitória, fixada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) nos 2.600 banhistas, preocupa o presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) pela extensão do areal e pela existência de três concessionários que asseguram a permanência dos nadadores salvadores, presentes desde o início da época balnear. Mas, Valter Ribeiro teme sobretudo que o número reduzido nas Paredes afaste os veraneantes para praias próximas e sem vigilância e, por isso, perigosas.

A limitação da praia de Paredes da Vitória, fixada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) nos 2.600 banhistas, preocupa o presidente da União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) pela extensão do areal e pela existência de três concessionários que asseguram a permanência dos nadadores salvadores, presentes desde o início da época balnear. Mas, Valter Ribeiro teme sobretudo que o número reduzido nas Paredes afaste os veraneantes para praias próximas e sem vigilância e, por isso, perigosas.

“Com aquele areal todo, Paredes tem condições para receber mais pessoas”, contesta Valter Ribeiro, que defende maior lotação, ainda que com a limitação de banhos às zonas vigiadas. “O que me preocupa é a segurança. Isto poderá levar as pessoas a fugirem para praias não vigiadas, um risco que existe em vários quilómetros da nossa costa”, explica o autarca, para quem “seria importante conhecer os critérios da APA”.

Com 12 quilómetros de areal, a costa norte do concelho de Alcobaça tem vários quilómetros de praias desconhecidas da maioria, escondidas atrás de acessos complicados. Vale Inácio, Filigueira, Águas Luxuosas ou Vale Pardo são apenas alguns dos exemplos de areais não vigiados na grande área existente entre Vale Furado e Légua. Mais a norte, entre Vale Furado e Paredes da Vitória, encontra-se a Mina, praia com algumas centenas de metros de extensão. Até a praia da Falca, mais conhecida, e igualmente de acesso pedonal, não tem qualquer vigilância.

Na lista de praias da APA , que determina a capacidade dos areais do País para esta época balnear, tendo em conta a pandemia, não surge Vale Furado, praia vigiada por responsabilidade da Câmara, sem apoio de praia e com um íngreme acesso. Nas restantes praias da UFPM, e de norte para sul, a limitação anunciada atribui 150 pessoas a Água de Madeiros, 100 à Pedra do Ouro, 1.500 à Polvoeira e 1.300 à Légua.

O presidente da UFPM defende que a análise também deveria ter tido em conta as marés. “Quando está maré cheia em Água de Madeiros não há quase areal”, nota. Aquela praia, que faz fronteira com o município da Marinha Grande, é vigiada, não tem concessionário oficial, mas um café em madeira junto ao estacionamento. O antigo café, junto à descida para o areal, está encerrado há vários anos. “Na Pedra do Ouro, praia vigiada e com concessionário, a limitação de 100 pessoas até é demais em maré cheia”, reforça Valter Ribeiro.

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