Segunda-feira, Agosto 15, 2022
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João André Ribeiro dá vida e cor à BD futurista “Cockman”

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Sem projetos há sete anos e com a criatividade aguçada, quis o acaso e a experiência de uma viagem entre amigos que desse início à história de “Cockman”, um superherói com crista de galo.  João André Ribeiro, autor da banda desenhada com versões em inglês e português, embarcou numa saga que já vai no 6.º volume. Com 40 anos, o artista com raízes em Alpedriz e radicado na Amadora dá pelo nome artístico de John River.

Sem projetos há sete anos e com a criatividade aguçada, quis o acaso e a experiência de uma viagem entre amigos que desse início à história de “Cockman”, um superherói com crista de galo. João André Ribeiro, autor da banda desenhada com versões em inglês e português, embarcou numa saga que já vai no 6.º volume. Com 40 anos, o artista com raízes em Alpedriz e radicado na Amadora dá pelo nome artístico de John River.

“Criei a primeira pequena história que se encontra no primeiro volume do “Cockman”, um nome no qual já há muito tempo pensava e que, em vez de ter as orelhas do batman, teria uma crista de um galo. Tornou-se rapidamente o meu projeto mais importante”, conta o autor licenciado em Design de Comunicação e com uma pós-graduação em Anatomia Artística.

“Servia, não só para treinar a ilustração, como para dar largas à minha vontade de criar histórias, de escrever comédia e drama, de dar forma aos universos e aventuras que sempre tive muita tendência para criar na minha cabeça. Toda a saga expandiu rapidamente na minha imaginação, o que me fez perceber que isto já não eram apenas umas historiazinhas parvas para justificar os meus desenhos”, recorda Jonh River, que tem as suas obras à venda na Amazon.

A saga passa-se a 3 mil anos no futuro, uma era que começou pouco tempo depois do período atual. “Ainda o mundo não estava louco como nos dias de hoje e eu comecei por brincar com alguns clichés deste tipo de universo, uma série de eventos se teriam passado no nosso presente que reviraram de tal forma o mundo que ele de certa forma se reiniciou”. Entre os eventos imaginados por Jonh River estão “os Estados Unidos vedados ao mundo, revoltas de fundamentalismos extremos e uma pandemia global”, tudo ideias que João André chegou a considerar “demasiado rebuscadas”. “Para minha grande surpresa, anos depois a realidade começou quase que a copiar a minha ficção e, ao invés de pensar que estaria a ser demasiado rebuscado, agora por vezes penso se, em comparação com a vida real, não estarei com falta de originalidade”, graceja o autor.

Cada volume é composto por seis pequenos episódios e há vários momentos da saga passados em Alpedriz, Loureiras e Ferraria de Alpedriz. “Com alguns acrescentos ficcionais a estes sítios e vou eventualmente dedicar mais história a este locais do que apenas meros momentos aqui e acolá”, revela Jonh River, que deu o rosto de amigos a personagens da saga. “Não que as personagens correspondam biograficamente a esses amigos, mas porque seriam eles os atores e atrizes que escolheria para representar cada personagem, caso isto fosse um filme ou uma série”, explica João André, que faz publicações sem apoios. “Infelizmente, a realidade convencional das editoras não é compatível com o que quero fazer, dá-me mais liberdade poder fazer e publicar o que quero como quero, pois nas editoras há sempre limites e acabamos por sofrer restrições criativas por parte de quem não é criativo”, nota Jonh River.

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